5 coisas essenciais para saber antes da abertura da bolsa na terça-feira

Boas notícias nesta terça-feira. A notícia de destaque nesta manhã: a Netflix apresentou uma oferta totalmente em dinheiro pelos ativos da Warner Bros. Discovery, o mais recente desdobramento na disputa pelo estúdio e pelos negócios de streaming da gigante da mídia. A CNBC informou na semana passada que a Netflix provavelmente ajustaria sua proposta.

Os futuros das ações estão em queda nesta manhã, enquanto os investidores liquidam ativos nos EUA. Os três principais índices vêm de uma semana de perdas.

Principais Informações para Começar o Dia de Negociações

Aqui estão cinco pontos chave que os investidores precisam saber para iniciar o dia de negociações:

1. Encontro em Davos

Enquanto alguns estavam aproveitando o fim de semana prolongado, muitas das maiores figuras do mundo dos negócios e da política se dirigiram a Davos, na Suíça, para a cúpula anual do Fórum Econômico Mundial (WEF), que teve início ontem.

Aqui estão as informações essenciais:

  • O tema deste ano é “O Espírito do Diálogo”, mas o WEF alertou que o mundo está entrando em uma nova era onde “comércio, finanças e tecnologia são usados como armas de influência”.
  • Antes do encontro, líderes empresariais entrevistados expressaram suas principais preocupações em relação a questões geoeconômicas e à disseminação de desinformação a curto prazo.
  • A CNBC está presente em Davos e realizará entrevistas com alguns dos principais participantes da cúpula, como o CEO da Amazon, Andy Jassy, e o CEO da Microsoft, Satya Nadella, que ambos concederam entrevistas à CNBC nesta manhã.
  • Amanhã, o repórter da CNBC, Joe Kernen, entrevistará o Presidente Donald Trump, que fará sua primeira visita presencial a Davos desde 2020. O presidente está programado para abordar o fórum na quarta-feira, em meio a novas ameaças tarifárias e tensões internacionais aumentadas em sua tentativa de adquirir a Groenlândia.
  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, que também está em Davos, informou à CNBC que Trump está demonstrando que os EUA estão “de volta”.
  • Embora o evento seja visto como um centro para a realização de negócios e networking, algumas figuras importantes, como representantes do governo dinamarquês e o presidente da China, Xi Jinping, não são esperados para comparecer.

2. Conflito Tarifário

No fim de semana, Trump declarou que aumentaria os impostos sobre oito países europeus, a menos que a Groenlândia fosse vendida para os EUA. Representantes da União Europeia se reuniram em uma reunião de emergência no domingo para discutir as tarifas ameaçadas por Trump, que ele disse começariam em 1º de fevereiro com uma alíquota de 10% e aumentariam para 25% em 1º de junho.

O Primeiro-Ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, respondeu a Trump ontem, afirmando que a ilha “não será pressionada” e “permanecerá firme no diálogo, no respeito e na legislação internacional”. Membros da UE estariam considerando implementar contrarrestrições tarifárias e outras medidas econômicas de retaliação contra os EUA. Funcionários europeus relataram segunda-feira que Trump informou ao Primeiro-Ministro da Noruega que sua insistência pela Groenlândia se deve, em parte, ao fato de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz no ano passado.

Os mercados não reagiram bem ao convite de Trump para o aumento das tarifas: os futuros das ações dos EUA despencaram durante a noite, enquanto metais preciosos e os rendimentos globais de títulos aumentaram. Acompanhe atualizações do mercado ao vivo aqui.

3. Expectativa no Supremo Tribunal

Nos Estados Unidos, estamos atentos ao Supremo Tribunal esta semana.

Economistas, empresas, parceiros comerciais dos EUA e a Casa Branca ainda aguardam a decisão do tribunal sobre a legalidade de muitas tarifas impostas por Trump, que poderá ser divulgada já hoje. No fim de semana, Bessent afirmou que seria “muito improvável” que a mais alta corte do país derrubasse a “política econômica emblemática” de um presidente, já que “não quer criar caos”.

Enquanto isso, uma fonte informou à CNBC que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell — que atualmente enfrenta uma investigação federal — planeja comparecer a audiências orais no tribunal amanhã no caso que contesta a demissão da governadora do Fed, Lisa Cook. Bessent afirmou à CNBC em Davos que a presença de Powell seria um “erro”.

4. Queda das Ações da Stellantis

A parent company da Jeep e da Fiat, a Stellantis, foi formada por meio de uma fusão há meia década. Porém, de acordo com Michael Wayland da CNBC, os últimos cinco anos não foram bons para os investidores.

As ações registradas nos Estados Unidos caíram cerca de 43% desde a fusão em 16 de janeiro de 2021, enquanto as ações listadas na Itália caíram cerca de 40% no mesmo período. A Stellantis se encontra em uma posição difícil desde que revelou resultados financeiros preocupantes em 2024, quando cortou custos na tentativa de aumentar as margens de lucro e mudar para veículos elétricos.

No entanto, o novo CEO Antonio Filosa está liderando um processo de reestruturação na montadora após assumir o cargo de Carlos Tavares no ano passado. Filosa foca especialmente em recuperar participação no mercado dos EUA para as marcas Jeep e Ram, que vêm enfrentando anos de vendas em declínio.

5. Crescimento das Exportações Alimentares da Coreia do Sul

Se você pensou que produtos de cuidados com a pele eram a única novidade vinda da Coreia do Sul, pense novamente. As exportações alimentares do país atingiram um recorde de mais de $13 bilhões no ano passado.

O principal impulsionador desse crescimento são os macarrões instantâneos, também conhecidos como ramyeon. As exportações dessa categoria aumentaram 22%, totalizando pouco mais de $1,5 bilhão, tornando-se o primeiro produto alimentar a ultrapassar $1 bilhão em vendas internacionais.

Conforme relata Lim Hui Jie da CNBC, os macarrões picantes com sabor de queijo e outros chamados “K-foods” conquistaram mercados nos EUA e na China, além de mercados emergentes na Ásia Central e Oriente Médio. Analistas relacionam o crescente interesse pela comida coreana a um boom cultural mais amplo em torno da música pop e das séries de TV do país.

Dividendo Diário

Aqui está o que estamos observando nesta semana de negociações encurtada pelo feriado:

Este relatório contou com contribuições de Lillian Rizzo, Lucy Handley, Leonie Kidd, Tasmin Lockwood, Kevin Breuninger, Luke Fountain, Fred Imbert, Sam Meredith, Holly Ellyatt, Lee Ying Shan, Dan Mangan, Steve Liesman, Michael Wayland e Lim Hui Jie. Josephine Rozelle editou esta edição.

Fonte: www.cnbc.com

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