A BlackRock pode estar próxima de um acordo de US$ 38 bilhões com a AES para aproveitar a demanda por energia de inteligência artificial.

Acordo da BlackRock para Aumento de Infraestrutura Energética

Contexto do Acordo

Um novo negócio da BlackRock pode posicionar estrategicamente a gestora de ativos para aproveitar a crescente demanda por energia, à medida que o boom da inteligência artificial generativa continua sem mostrar sinais de desaceleração. A Global Infrastructure Partners (GIP), gestora de fundo de infraestrutura adquirida pela BlackRock, está próxima de um acordo de US$ 38 bilhões para adquirir a empresa de energia renovável AES, de acordo com informações divulgadas pelo Financial Times.

Potencial Impacto do Acordo

Se concretizado, esse acordo poderia ser um dos maiores da história em termos de fusões e aquisições no setor de infraestrutura. A AES é uma empresa de utilidade pública de destaque nos Estados Unidos, que possui e opera usinas de energia em diversas partes do mundo. A companhia forneceu soluções energéticas para algumas das maiores empresas tecnológicas do mundo, incluindo Amazon, Microsoft e Meta Platforms, que estão aumentando seus gastos em inteligência artificial enquanto buscam construir centros de dados que consomem mais energia.

De acordo com o Financial Times, as negociações para a aquisição estão em estágios avançados, mas um acordo entre BlackRock e AES ainda pode não se concretizar. Um porta-voz da GIP não comentou sobre a solicitação da CNBC.

Reação do Mercado

As ações da AES tiveram alta de mais de 15% na quarta-feira, recuperando-se de um desempenho fraco no ano até agora. Em contrapartida, as ações da BlackRock caíram 2% em meio à fraqueza geral do setor financeiro, à medida que o mercado de ações avalia as implicações de um possível fechamento do governo e o relatório de empregos da ADP, que foi muito abaixo das expectativas para setembro. Apesar da queda, as ações da BlackRock estão a apenas 3% de sua máxima histórica de fechamento em US$ 1.175, registrada na terça-feira. No acumulado de 2025, as ações aumentaram cerca de 11%, um pouco abaixo da alta de 13% do índice S&P 500.

Histórico de Aquisições da BlackRock

Esse relatório do Financial Times surge aproximadamente um ano após a BlackRock concluir a aquisição da GIP por US$ 12,5 bilhões, uma operação que adicionou US$ 100 bilhões em ativos de clientes ao patrimônio já existente de US$ 50 bilhões em ativos de infraestrutura sob gestão pela BlackRock. Os investimentos significativos da GIP incluem o Aeroporto de Gatwick em Londres, grandes gasodutos e mais de 40 centros de dados, conforme declarado pela BlackRock em março.

Além da GIP, a BlackRock tem feito diversas aquisições que aumentaram sua exposição aos mercados privados. Desde o início de 2024, a gestora adquiriu a HPS Investment Partners, gestora de crédito privado, por US$ 12 bilhões, e a Preqin, fornecedora de dados alternativos, por US$ 3,2 bilhões. O CEO Larry Fink, anteriormente, previu que o setor de infraestrutura se tornaria um dos segmentos de crescimento mais rápido nos mercados privados. Ele mencionou, em parte, a construção de centros de dados como um motor de crescimento.

Fink ressaltou: "Estamos à beira de uma oportunidade tão vasta que é quase difícil de compreender. Até 2040, a demanda global por novos investimentos em infraestrutura é de US$ 68 trilhões." Para contextualizar esse valor, Fink comparou a cifra ao custo equivalente de construir todo o Sistema Rodoviário Interestadual e a Ferrovia Transcontinental, do início ao fim, a cada seis semanas, pelos próximos 15 anos.

Vantagens da Aquisição da AES

A BlackRock poderia se beneficiar significativamente ao adquirir a AES, pois isso expandiria o alcance da gestora de ativos em um setor de infraestrutura com alto potencial de crescimento. O aumento do gasto em infraestrutura para inteligência artificial por grandes empresas de tecnologia, como centros de dados energeticamente intensivos, tem se tornado uma fonte de lucro para as empresas que ajudam a atender à crescente demanda por energia. Um exemplo claro é a GE Vernova, uma empresa que fabrica turbinas a gás pesadas utilizadas nessas instalações e cujas ações ganharam 83% no ano até agora.

Vale destacar que isso não implica que a BlackRock se tornará uma empresa focada exclusivamente em centros de dados. Em vez disso, a aquisição poderia diversificar ainda mais as fontes de receita da BlackRock, permitindo que a gestora dependesse menos de seu vasto negócio de fundos negociados em bolsa (ETFs). A AES, que vinha enfrentando um desempenho abaixo do esperado em 2025, como observado antes da sessão de quarta-feira, poderia ser uma oportunidade vantajosa para a GIP, conforme afirmou Jeff Marks, diretor de análise de portfólio para o CNBC Investing Club.

Marks acrescentou que "um dos temas de longo prazo mais fortes no mercado é a geração de energia".

Fonte: www.cnbc.com

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