Expectativas sobre o Plano Estratégico 2026–2030 da Petrobras
O Itaú BBA avalia que o Plano Estratégico 2026–2030 da Petrobras, programado para ser divulgado nesta quinta-feira, dia 27, deve apresentar poucas surpresas a curto prazo, mas pode criar oportunidades para uma perspectiva mais otimista em 2027 e 2028.
A instituição financeira reuniu informações por meio de um relatório que incluiu notícias recentes, diálogos com investidores e uma pesquisa realizada com 49 participantes do mercado. Os dados indicam que as expectativas estão relativamente alinhadas em relação ao capex, produção e geração de caixa.
Capex e Projeções de Investimentos
De acordo com o Itaú BBA, os investidores estabelecem uma expectativa de capex de US$ 18,5 bilhões para 2026, um valor que está em consonância com as projeções da instituição. Vale ressaltar que aproximadamente 90% do capex previsto para 2026 já foi contratado, limitando a possibilidade de cortes a curto prazo, embora haja uma maior margem para ajustes no longo prazo. A Petrobras, segundo a análise, tem acelerado a execução de seus projetos nos últimos dois anos, mantendo um alto ritmo que deve se perpetuar.
Além disso, o banco estima que a exclusão dos projetos de revitalização poderá levar a uma diminuição do capex do plano em um intervalo entre US$ 0,3 bilhão e US$ 0,5 bilhão para 2026, e entre US$ 0,7 bilhão e US$ 1 bilhão para 2027.
Dividendos e Surpresas no Opex
O Itaú BBA destaca que os investidores precisam se atentar ao comportamento do cash capex, que reflete o investimento que realmente sai do caixa em um determinado ano. A instituição também aponta uma possível surpresa positiva relacionada ao Opex, que diz respeito ao dinheiro despendido para a operação e manutenção diária do negócio.
Atualmente, no plano, a Petrobras previa que o capex “limpo”, ou seja, o investimento real sem considerar plataformas contratadas via arrendamento, seria cerca de 75% do capex total. No entanto, nos trimestres recentes, essa proporção tem se mantido mais próxima de 90%.
O banco observa que o mercado está aguardando um detalhamento anual do cash capex, e não apenas dados agregados ao longo dos cinco anos, visto que esse número é vital para os cálculos de dividendos.
O Itaú BBA também enfatiza que os investidores não estão integrando reduções de Opex em seus modelos financeiros e que qualquer menção a possíveis cortes operacionais no plano deve ser encarada de maneira positiva.
Fonte: www.moneytimes.com.br


