Setor de Geração de Energia na B3
O setor de geração de energia na B3 encontra-se em destaque, impulsionado por novas recomendações e movimentos significativos no âmbito societário.
Axia Energia: Dividendos Robustas e Migração de Governança
A Axia Energia consolidou sua posição como a escolha preferida do banco Santander, que reafirmou sua recomendação de compra, classificando a ação como “Outperform”. O preço-alvo estimado para o final de 2026 foi elevado para R$ 68,92 para a classe de ações AXIA6 e para R$ 62,66 considerando as classes AXIA3 e AXIA7.
Os analistas ressaltam que a exposição da companhia a ativos hidrelétricos que ainda não foram contratados é uma vantagem competitiva significativa, especialmente em um contexto de aumento nos custos de expansão.
Para o investidor focado em renda passiva, há motivos de otimismo: o Santander projeta uma distribuição de caixa robusta, com um dividend yield adicional estimado em 23,9% para o período entre 2026 e 2028.
No que diz respeito à governança corporativa, o Itaú BBA chamou a atenção para a aprovação da migração da Axia Energia para o Novo Mercado da B3. Esse processo envolverá a conversão de ações preferenciais em ordinárias na proporção de 1,1 para 1. Espera-se que essa mudança:
- Aumente a liquidez: A expectativa é de um crescimento de 10% no volume médio diário negociado (ADTV), que pode alcançar R$ 803 milhões.
- Atraia capital estrangeiro: A nova estrutura de ações de classe única eliminará restrições de vários fundos globais, permitindo a entrada de até US$ 155 milhões via fluxos do índice MSCI.
Engie Brasil: De “Venda” para “Neutro”
A Engie Brasil (EGIE3) passou por um upgrade na recomendação do Santander, que alterou a classificação de Underperform (venda) para Neutral. O novo preço-alvo foi estabelecido em R$ 33,64 para o ano de 2026.
Embora a empresa enfrente desafios, como a elevada alavancagem com um pico de 3,7x da dívida líquida em relação ao EBITDA projetado para 2026, e riscos de curtailment, a adoção do pagamento de Juros sobre Capital Próprio (JCP) e o sucesso em leilões de capacidade e transmissão sustentam a melhoria na recomendação.
No entanto, os dividendos devem permanecer modestos no curto prazo, com um rendimento médio estimado em 6,1% entre 2026 e 2028.
Auren: Desafios Operacionais Mantêm Cautela
Para a Auren (AURE3), a recomendação continua sendo Neutral, com preço-alvo ajustado para R$ 13,47. Apesar de a integração da AES Brasil ter sido bem-sucedida, os analistas expressam cautela em relação à manutenção da elevada alavancagem e às incertezas sobre o impacto do curtailment no curto e médio prazos.
O Fator “Preço da Energia”
O cenário macroeconômico para as empresas geradoras de energia é marcado pela volatilidade. Para os anos de 2026 e 2027, as estimativas de preços de energia foram revisadas para baixo, em razão de uma melhora nas previsões hidrológicas. Contudo, a perspectiva para 2028 e anos subsequentes é otimista, com projeções de preços líquidos ligeiramente superiores.
Nesse contexto, a Axia Energia se revela como a empresa mais sensível às variações dos preços, dado seu elevado volume de energia descontratada. Isso a torna o melhor veículo para investidores que buscam se beneficiar de uma tendência de preços de energia que se apresenta estruturalmente mais elevados a longo prazo.
Fonte: www.moneytimes.com.br