Acionistas aprovam transição para o Novo Mercado da B3

Aprovação da Migração para o Novo Mercado

Os acionistas da Axia (código de negociação AXIA3) aprovaram, em assembleia extraordinária realizada nesta quarta-feira, a proposta da empresa de migrar para o Novo Mercado, que é um segmento da B3 voltado para empresas com elevados padrões de governança corporativa.

Alterações na Estrutura das Ações

Com a aprovação dos acionistas, a Axia deixará de incluir em sua estrutura as ações preferenciais PNA1 e PNB1, que serão convertidas em ações ordinárias, as quais conferem direito a voto a seus detentores.

A razão de conversão será de 1,1 ação ordinária para cada 1 ação PNA1 ou PNB1. De acordo com informações fornecidas pela empresa, essa conversão preserva o tratamento econômico diferenciado dos acionistas preferencialistas, que atualmente recebem um prêmio de dividendos que é, no mínimo, 10% superior ao dos dividendos pagos às ações ordinárias.

Vantagens da Migração

A Axia, que se destaca como uma das principais geradoras e transmissoras de energia elétrica no Brasil, acredita que a migração para o Novo Mercado não apenas garantirá direitos de voto e dividendos equivalentes a todos os acionistas. Além disso, essa mudança trará diversos outros benefícios, incluindo:

  • Aumento na liquidez das ações.
  • Maior flexibilidade na distribuição de dividendos.
  • Melhora dos ratings da empresa.
  • Potencial para atrair novos investidores.

Contexto da Decisão

A decisão de migrar para o segmento de maior governança da B3 foi estudada pela companhia desde 2022. No final do ano passado, a empresa retomou a discussão sobre a migração, considerando que havia uma “janela de oportunidade” para efetivar esse processo, principalmente após anos de reestruturação que se seguiram à privatização.

Estrutura Acionária

Além das ações ordinárias, a estrutura acionária da Axia continuará a incluir as ações PNC, que são uma classe temporária criada a partir da bonificação de R$ 30 bilhões aprovada no ano anterior. Também serão mantidas as ações “golden share”, que são detidas pela União e conferem ao governo o direito a veto em questões específicas.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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