Aprovação do Grupamento de Ações da Azul
A Azul (AZUL53) anunciou ao mercado que, durante uma assembleia geral extraordinária realizada na quarta-feira, dia 25, seus acionistas aprovaram a proposta de grupamento de ações na proporção de 150 mil para 1, sem que houvesse alteração no valor do capital social da companhia.
Segundo um fato relevante divulgado pela empresa, os efeitos do grupamento terão início a partir do dia 20 de abril de 2026.
Acionistas que possuem ações ordinárias em quantidade que não seja múltiplo de 150.000 poderão, caso desejem, ajustar suas posições por meio do mercado até o dia 17 de abril, constituindo lotes múltiplos de 150.000 ações.
De acordo com a companhia aérea, “a partir de 20 de abril de 2026, o grupamento será plenamente eficaz e as ações irão passar a ser negociadas exclusivamente de forma grupada, com a redução do lote padrão de negociação de 1.000.000 para 100 ações, enquanto o fator de cotação será de 1 ação”.
Conforme foi anunciado pela B3, após o grupamento, as negociações das ações da companhia ocorrerão sob o novo código AZUL3, substituindo o atual AZUL53.
Entendimento do Grupamento de Ações
O grupamento de ações é uma estratégia comumente adotada para elevar o preço de uma ação, consolidando uma quantidade de ações existentes em um número menor, resultando, assim, em um aumento proporcional do valor de cada uma.
Em um contexto de negociação, vale destacar que atualmente as ações da Azul são transacionadas em lotes de 1 milhão. Para exemplificar, apesar da cotação de fechamento de quarta-feira (25) indicar que AZUL53 estava avaliada em R$ 240, esse valor dividido pelo número de ações no lote equivale a um valor individual inferior a um centavo.
A adoção de lotes elevados pela companhia deve-se à capitalização que ocorreu durante seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), o qual resultou na emissão de bilhões de ações e na consequente diluição significativa dos acionistas.
Reestruturação da Azul
No dia 20 de fevereiro, a Azul anunciou a finalização de seu processo de reestruturação financeira nos Estados Unidos, conseguindo assim sair do Chapter 11, após ter cumprido todas as condições estipuladas em seu plano de reorganização.
Com o encerramento desse processo, a Azul conseguiu reduzir sua dívida relacionada a empréstimos e financiamentos em aproximadamente US$ 1,1 bilhão, além de ter diminuído em cerca de 40% seu endividamento em relação ao leasing de aeronaves. A empresa também conseguiu cortar mais de 50% de seus pagamentos anuais de juros em comparação ao período que antecedeu sua reestruturação no Chapter 11.
Além disso, a companhia estima que seus gastos recorrentes com leasing serão reduzidos em cerca de um terço. Este plano de reestruturação foi viabilizado por meio da captação de aproximadamente US$ 1,375 bilhão em Sênior Notes e US$ 950 milhões em investimentos de capital.
Após a saída do Chapter 11, a Azul defende a redução de sua alavancagem e o foco na geração de caixa, conforme destacaram as declarações do CEO da empresa, John Rodgerson, em uma coletiva de imprensa realizada após o comunicado oficial.
Fonte: www.moneytimes.com.br