Ações da Airbus caem após identificar falha de qualidade no A321neo

Ações da Airbus caem após identificar falha de qualidade no A321neo

by Editoria Bolsa e Mercado
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A queda nas ações da Airbus

As ações da fabricante europeia Airbus apresentaram uma queda significativa nesta sexta-feira, 25, após a empresa reconhecer uma falha de qualidade na fuselagem de centenas de jatos A321neo, um dos modelos com maior demanda no portfólio da companhia. Esse incidente trouxe à tona novas pressões sobre a empresa para que ela consiga cumprir o cronograma de entregas que foi estabelecido para este ano.

Descrição do problema identificado

De acordo com informações provenientes da indústria, o problema ocorreu em decorrência da aplicação inadequada de uma camada de primer por uma empresa fornecedora italiana. Este é o segundo episódio em menos de um ano em que a Airbus se vê sob escrutínio em relação ao controle de qualidade em sua produção, conforme relatado por fontes do setor.

A Airbus, por meio de uma confirmação feita após a divulgação inicial da notícia pelo site The Air Current, assegurou que a segurança das aeronaves não foi comprometida. Além disso, a fabricante reafirmou sua meta de entrega de cerca de 870 jatos para o ano de 2026, comparando com os 475 jatos que já foram entregues entre janeiro e agosto deste ano.

Projeções e soluções adotadas

Um porta-voz da Airbus declarou: “Nossa projeção para o ano todo foi formalmente divulgada durante a apresentação dos resultados do primeiro semestre, em 29 de julho – e essa continua sendo nossa posição pública atual.” Informações adicionais indicam que uma solução para o problema já foi identificada e as companhias aéreas estão recebendo as aeronaves afetadas, algumas vezes em troca de garantias referentes à manutenção futura, conforme afirmado por fontes do setor.

No entanto, alguns analistas expressaram preocupações de que o progresso nas entregas da Airbus continuaria a ser um aspecto focal, à medida que a empresa busca se recuperar de atrasos anteriores. Charles Armitage, analista do Citi, observou: “Embora não esperemos que isso tenha um impacto significativo a longo prazo, poderá afetar a capacidade da Airbus de atingir sua meta de entrega de 870 este ano.” Ele acrescentou que o resultado dependerá da disposição dos compradores e da extensão dos reparos necessários.

Desempenho das ações em relação ao mercado

As ações da Airbus, que é reconhecida como a maior fabricante de aviões do mundo, sofreram uma queda de aproximadamente 1,3%, resultando em um desempenho inferior em comparação a outras ações de destaque do índice CAC 40. A analista da Jefferies, Chloe Lemarie, comentou que a disponibilidade de uma solução deve limitar o impacto potencial nas entregas deste ano.

A fabricante está envolvida em um esforço intensificado para alcançar um número recorde de entregas no ano atual, após um longo período de pressões sobre suas cadeias de suprimentos desde a pandemia de Covid-19. Ao mesmo tempo, a Airbus busca atingir uma taxa de produção que tem sido continuamente adiada, que é de 75 aviões por mês, em comparação com a atual marca de cerca de 60.

Natureza específica do problema

A Airbus informou que a questão envolve um revestimento anticorrosivo defeituoso em componentes de reforço conhecidos como longarinas, que estão na fuselagem dianteira de um lote de jatos A321neo. De acordo com duas fontes da indústria, essa situação está relacionada a uma camada de primer que foi aplicada de maneira excessivamente fina por uma subcontratada da italiana Leonardo, especificamente uma empresa privada chamada TESI, que está baseada em Cicerale, no sul da Itália.

Até o momento, a TESI não se manifestou sobre os pedidos de comentários a respeito da situação. A empresa Leonardo confirmou que a TESI é uma das várias fornecedoras que trabalharam no projeto do A321neo, mas se recusou a revelar se a TESI foi responsável pelo trabalho que resultou nessa falha específica.

A Leonardo, além disso, é uma das duas fornecedoras de longarinas para o A321neo, junto com a fabricante interna de aeroestruturas da Airbus, a Airbus Atlantic, que era anteriormente conhecida como Stelia.

A Airbus optou por não divulgar os nomes dos fornecedores envolvidos, embora um porta-voz da empresa tenha confirmado que o problema teve origem em uma fonte externa de fornecimento.

Desafios enfrentados pela Airbus

Em dezembro do ano passado, a Airbus enfrentou desafios semelhantes relacionados a painéis da fuselagem de um fornecedor espanhol, situação que também foi considerada uma questão de qualidade. A investigação desse caso anterior levou a meses de atrasos nas entregas, fazendo com que a fabricante não conseguisse alcançar a meta inicial que havia estabelecido para entregas em 2025. No entanto, a Airbus sinalizou que o problema recente é considerado menos grave.

O A321neo é um modelo de jato de corredor único que se destaca nas vendas, superando amplamente o desempenho dos maiores modelos do concorrente Boeing, o 737 MAX, o que representa um período desafiador para as fábricas europeias, que enfrentam um aumento na produção.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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