Ações da Nvidia caem após relatório sobre concorrência de novo chip de IA. Qual o nível de preocupação para os investidores?

Aumento da Concorrência na Inteligência Artificial

Desempenho do Mercado da Nvidia

A competição pelo domínio da Nvidia no setor de inteligência artificial está se intensificando, porém, os analistas não demonstram preocupação imediata, pelo menos por enquanto. Em um mês difícil, a Nvidia sofreu uma queda superior a 13%, refletindo o cansaço dos investidores com as avaliações elevadas no setor tecnológico. Se essa perda se confirmar, representará o maior recuo mensal das ações desde setembro de 2022, quando os papéis da empresa mergulharam 20%.

Impacto de Meta e Alternativas ao Processamento Gráfico

Na terça-feira, as ações da Nvidia caíram mais 4% após a publicação do site The Information, que, citando fontes, informou que a Meta Platforms está considerando a utilização das unidades de processamento de tensor (TPUs) da Alphabet em seus centros de dados. Esta movimentação coincide com uma tendência de hiperescaladores que estão começando a explorar alternativas às unidades de processamento gráfico (GPUs) da Nvidia. As TPUs são chips de aplicação específica, ou ASICs, e geralmente são mais eficientes em termos de energia em comparação com as GPUs, que são chips de uso geral projetados para uma ampla gama de cargas de trabalho computacionais.

Análise das Ações e Perspectivas de Mercado

Os analistas acreditam que essa notícia não impactará a Nvidia de forma imediata, uma vez que a fabricante de chips continua a ser líder de mercado com suas GPUs. Em uma análise sobre o desempenho das ações, observou-se que as ações da Broadcom saltaram 13% esta semana, elevando seus ganhos no ano para quase 66%. Isso contrasta com o avanço de 30% da Nvidia até 2025.

Stacy Rasgon, analista da Bernstein, afirmou: "As GPUs claramente não estão desaparecendo". Ele destacou ainda que o tema atual é a escassez de computação, afirmando que essa situação representa um esforço para assegurar mais capacidade. Rasgon comentou ainda que a pergunta não deve ser simplesmente "ASIC ou GPU", mas sim se a oportunidade apresentada ainda é significativa, já que o mercado de hardware para inteligência artificial não está saturado.

Oportunidades para a Broadcom

Essa competição pode ser vantajosa para a Broadcom, fornecedora de longo prazo de ASICs, a qual ajuda a projetar e fabricar as TPUs do Google. A Mizuho destacou a Broadcom como a principal beneficiária das possíveis ofertas de TPUs do Google para a Meta. O analista Vijay Ramesh reiterou a ação como uma das principais recomendações, mas manteve uma visão positiva sobre a Nvidia devido à força de seus projetos Blackwell e Rubin.

Ramesh observou que "Acreditamos que a Meta continua a ser um grande cliente da Nvidia, mas possivelmente um cliente maior da AMD Instinct. A transição para TPUs é positiva para a Broadcom e pode representar um desafio modesto para os fornecedores de GPUs". Ele acrescentou que tanto a Broadcom quanto a Nvidia são vistas como os principais atores no espaço de inteligência artificial.

Expectativas do Banco da América

Vivek Arya, analista do Bank of America, também é otimista em relação à Nvidia e à Broadcom. A instituição acredita que as TPUs estão intensificando a concorrência, mas que o mercado de centros de dados para inteligência artificial ainda está em estágios iniciais de crescimento. Arya prevê que o mercado total endereçado deve crescer cerca de cinco vezes, superando US$ 1,2 trilhões até 2030, em comparação com US$ 242 bilhões que se espera até o final deste ano.

O analista destacou ainda que "a Nvidia está sendo negociada a aproximadamente 25 vezes o múltiplo de mercado, o que essencialmente a avalia como uma franquia comum, o que discordamos". No entanto, segundo Arya, "a Broadcom certamente tem a vantagem, pois prevemos um crescimento ano a ano das vendas de inteligência artificial superior a 100% no ano de 2026, impulsionado por projetos de TPUs e da Anthropic, com o múltiplo de 38 vezes o lucro de 2026 refletindo um prêmio justificado". Arya também observou que, caso o Google licencie mais TPUs diretamente, isso poderá impactar a participação de mercado da Broadcom no desenvolvimento de ASICs para outros clientes.

Fonte: www.cnbc.com

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