Ações da Prio (PRIO3) superam perdas e valorizam após resultados: Confira!

Desempenho das ações da Prio

As ações da Prio (PRIO3) apresentaram um desempenho positivo nesta quarta-feira, 11 de outubro, após a divulgação do balanço referente ao quarto trimestre de 2025. Analistas destacaram a performance operacional da empresa e observaram possíveis catalisadores para seu crescimento futuro. Por volta das 12h, os papéis demonstravam uma alta de 3,51%, cotados a R$ 60,97.

Resultados financeiros do quarto trimestre

A companhia registrou um prejuízo líquido de US$ 185 milhões no quarto trimestre, revertendo o lucro de US$ 92 milhões obtido no terceiro trimestre. Esse resultado negativo foi particularmente influenciado por um aumento expressivo nas despesas de depreciação, resultado da aquisição adicional no campo de Peregrino, além de efeitos cambiais decorrentes da desvalorização do real frente ao dólar.

Embora o resultado final tenha sido impactado, analistas acreditam que a performance operacional da Prio se manteve em linha com as expectativas do mercado, sustentada pelo aumento na produção e pela significativa redução nos custos de extração.

Para a XP Investimentos, sob a liderança de Régis Cardoso, o resultado foi considerado consistente com um trimestre operacionalmente sólido, apesar do impacto negativo nos lucros. O Ebitda ajustado ficou em conformidade com as previsões, registrando crescimento mesmo diante da queda nos preços do Brent. Este aumento foi impulsionado pelo significativo crescimento dos volumes vendidos e pela diminuição dos custos de extração. O lucro operacional ajustado da Prio alcançou US$ 324 milhões no trimestre, representando um aumento de 7% em relação aos US$ 303 milhões do terceiro trimestre.

Crescimento da receita com aumento no volume vendido

A receita total da companhia atingiu US$ 589 milhões no quarto trimestre, refletindo um crescimento de 4% em relação aos US$ 567 milhões do trimestre anterior, apesar da queda no preço do Brent. Comparando com o mesmo período de 2024, houve um avanço de 13%, quando a receita foi de US$ 521 milhões, impulsionado, principalmente, pelo aumento dos volumes vendidos.

A produção média da Prio durante o trimestre foi de 128 mil barris por dia, um aumento significativo em relação ao terceiro trimestre, impulsionado pela incorporação de uma participação adicional de 40% no campo de Peregrino e pela retomada das operações em vários ativos.

No entanto, a receita acabou ficando ligeiramente abaixo das estimativas de mercado, em parte devido ao aumento do desconto aplicado no preço do petróleo. Segundo a XP, o desconto para o Brent aumentou para US$ 7,4 por barril no quarto trimestre, comparado aos US$ 3,6 por barril do terceiro trimestre. Essa mudança foi atribuída ao maior volume de petróleo pesado do campo de Peregrino no mix de vendas.

Redução de custos assegura margens

No que tange à operação, a companhia demonstrou uma melhora significativa em eficiência. O custo de lifting caiu para US$ 12,5 por barril no quarto trimestre, em comparação aos US$ 17,4 por barril do terceiro trimestre. Essa redução foi favorecida, em grande parte, pela diluição de custos decorrente do aumento da produção.

Analistas do BTG Pactual, liderados por Lucas Marquiori, destacaram que essa melhoria foi um dos principais pontos positivos do trimestre. O Ebitda ajustado totalizou aproximadamente US$ 341 milhões, alinhado com as expectativas do mercado, sendo que a elevação na produção e a diluição de custos compensaram a baixa nos preços do Brent durante o período.

Apesar da melhora nas operações, o lucro da empresa foi pressionado por um aumento nas despesas contábeis. O total das despesas de depreciação alcançou US$ 306 milhões no quarto trimestre, um aumento de 52% em relação aos US$ 201 milhões do terceiro trimestre. Esse incremento se deu, em sua maioria, pela incorporação da nova participação no campo de Peregrino. Adicionalmente, a desvalorização do real elevou despesas relacionadas a impostos diferidos, que contribuíram para o prejuízo durante o período.

Aumento do Capex e da dívida com expansão

Os investimentos realizados pela petroleira também mostraram crescimento do período de outubro a dezembro. O capex totalizou aproximadamente US$ 252 milhões no quarto trimestre, sendo direcionado, sobretudo, para o desenvolvimento do campo de Wahoo, além de atividades em Peregrino, Polvo e Albacora Leste.

Em decorrência disso, o fluxo de caixa livre da companhia apresentou-se próximo de zero durante o período. A dívida líquida da Prio aumentou para US$ 4,3 bilhões no quarto trimestre, um acréscimo de US$ 1,5 bilhão em relação ao trimestre anterior, explicado principalmente pela aquisição da participação adicional em Peregrino. Apesar da elevação na dívida, a alavancagem marginalmente aumentou para 2,3 vezes dívida líquida/Ebitda, em comparação com 2,0 vezes do trimestre anterior, sendo sustentada pela expansão do resultado operacional.

Expectativas para o campo Wahoo

Atualmente, o mercado concentra suas atenções no início da produção do campo Wahoo, que é considerado um dos principais catalisadores para a tese de investimento da empresa. Analistas do Itaú BBA, incluindo Monique Martins Greco Natal, Eric de Mello e Eduardo Mendes, destacam que este projeto deverá impulsionar a produção da companhia no curto prazo.

Os analistas afirmam que “o principal catalisador segue sendo o primeiro óleo de Wahoo, que deve impulsionar a produção da companhia e sustentar crescimento adicional no curto prazo.” No cenário de mercado, as principais instituições financeiras continuam otimistas em relação às ações. A XP mantém a recomendação de compra para PRIO3, estabelecendo um preço-alvo de R$ 64. O Itaú BBA também classifica as ações como outperform, com um preço-alvo de R$ 51 para o final de 2026. Da mesma forma, o BTG Pactual recomenda a compra das ações, ressaltando o crescimento da produção e o potencial de geração de caixa com os novos projetos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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