Ações da Vale (VALE3): BTG reafirma recomendação de compra; confira as projeções.

Ações da Vale (VALE3): BTG reafirma recomendação de compra; confira as projeções.

by Editoria Bolsa e Mercado
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BTG Pactual Mantém Recomendação de Compra para a Vale

O BTG Pactual reiterou sua recomendação de compra para as ações da Vale, ressaltando que a empresa se beneficia de proteção contra a alta das tarifas de frete marítimo. Por outro lado, o banco alertou que a companhia enfrenta a falta de gatilhos que possam impulsionar uma reprecificação de suas ações devido à degradação nos lucros. Atualmente, a Vale, sob a liderança de Gustavo Pimenta, não pretende realizar cortes em sua capacidade produtiva, mas considera ajustes nas compras de minério de terceiros.

Expectativa de Normalização dos Fretes

A Vale está otimista em relação à normalização das tarifas de frete e vê um potencial significativo na Samarco, sua subsidiária. O BTG mantém o preço-alvo para o American Depositary Receipt (ADR) da Vale em $18, o que representa um potencial de valorização de 24,4% em relação ao último fechamento, além de um retorno total projetado de 30,2%.

Estrutura de Fretes e Proteção

O BTG Pactual destacou que a Vale segue relativamente protegida das oscilações nos fretes. A empresa informou que entre 70% e 75% do custo de frete está coberto por contratos de longo prazo e por navios dedicados, com tarifas em torno de $18 a $20 por tonelada, considerando o custo do combustível marítimo (bunker) na faixa de $500 por tonelada.

Planejamento para 2027

Para o ano de 2027, a Vale já realizou um hedge de cerca de 70% de suas necessidades de bunker, a um equivalente de petróleo de $78 por barril. Com os preços do bunker próximos a $750 por tonelada, a companhia estima que o frete do bloco contratado poderá alcançar cerca de $23 por tonelada em 2027, ainda abaixo dos aproximadamente $42 por tonelada cobrados no mercado à vista. A administração da Vale também projeta que os fretes podem se normalizar ao longo do tempo com a entrada de novos navios no mercado, que deve ser observada no próximo ano.

Ajustes nas Compras de Minério

Os analistas do BTG Pactual, Leonardo Correa, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo, alertaram que se o cenário atual persistir, a Vale poderá modificar parte de suas compras de minério de terceiros, que atualmente giram em torno de 30 milhões de toneladas por ano. A empresa também pode reduzir a produção própria, estimada em aproximadamente 5 milhões de toneladas anuais, que tem um custo elevado.

O BTG identificou que o foco da administração da Vale é garantir que cada embarque que saia do Brasil gerará uma margem positiva. Assim, a redução das compras de minério de terceiros se torna uma ação importante para a companhia, além de contribuir para a melhora do mix de produtos e margens, especialmente em um contexto de deterioração do teor e aumento da alumina presente no minério disponibilizado no mercado.

Visão sobre Metais Básicos

No que diz respeito aos metais básicos, o BTG Pactual revelou que a Vale vê a oferta pública inicial (IPO) de sua divisão de metais básicos como uma possibilidade de longo prazo, sem prioridade imediata e sem pressão governamental. A Vale acredita que sua plataforma atual é capaz de financiar seu crescimento organicamente e deve fornecer uma perspectiva mais clara sobre seu pipeline no evento Vale Day, programado para dezembro.

Perspectivas para Cobre e Níquel

Em relação ao cobre, o banco destacou que a Vale mantém o foco em projetos sob seu controle, como o projeto Alemão, e está em busca de um parceiro estratégico para o projeto Hu’u. Para o níquel, a prioridade da empresa se concentra na eficiência operacional, ao invés da expansão da produção.

Conforme o BTG, não houve atualizações relevantes em relação ao retorno de capital, e as decisões sobre dividendos e recompra de ações devem estar condicionadas ao desempenho da companhia ao final do ano.

Comparação com Pares Australianos

O banco destacou que o principal fator para reduzir o desconto que a Vale apresenta em relação a seus pares australianos continua a ser o cobre, especialmente se a Vale conseguir implementar com sucesso seu plano de aumento significativo na produção. O relatório também mencionou a Samarco como uma potencial fonte de valor, observando que as operações estão se aprimorando e a capacidade projetada para a unidade é de cerca de 28 milhões de toneladas por ano.

Conclusão sobre Preço-Alvo

O BTG Pactual manteve seu preço-alvo de $18 para o ADR da Vale, o que implica um potencial de valorização de 24,4% em comparação com o último fechamento. O banco ainda projeta um rendimento médio de 5,8%, levando o retorno total esperado para 30,2%.

Fonte: www.estadao.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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