Companhia Brasileira de Alumínio e Rumores de Aquisição
A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA; CBAV3) apresentou um forte crescimento na sessão de negócios desta quinta-feira (8) após rumores de que a Emirates Global Aluminium (EGA) estaria interessada na compra das operações da empresa.
Os papéis da CBA destacam-se como a maior alta da B3, com um aumento superior a 13% nas primeiras horas do pregão. Por volta de 12h50 (horário de Brasília), a ação CBAV3, que é negociada fora do Ibovespa (IBOV), registrava um avanço de 9,83%, sendo negociada a R$ 4,47. No pico do dia, as ações chegaram a atingir uma alta de 13,02%, alcançando R$ 4,60. Essa é a segunda sessão consecutiva de ganhos. No dia anterior, as ações da CBA encerraram com um aumento de 2,5%, com preço final de R$ 4,07, o que resultou em um valor de mercado de R$ 2,65 bilhões.
Com esse ganho recente, as ações já acumulam uma valorização de quase 25% ao longo do mês de outubro.
Motivos da Valorização das Ações da CBA
Os rumores sobre o interesse da EGA na aquisição da CBA, que produz alumínio de baixo carbono em sete estados brasileiros, começaram a circular ontem. Segundo análises realizadas por especialistas da XP, o otimismo do mercado em relação a essas especulações se apoia na possibilidade de prêmios de licitação.
Fontes indicaram à Reuters que a EGA, localizada nos Emirados Árabes Unidos, estaria considerando a compra da CBA.
A EGA é uma joint venture controlada pelo fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala, e pelo fundo soberano de Dubai, Investment Corporation of Dubai. A empresa está utilizando os serviços do Morgan Stanley como consultor financeiro para o possível negócio.
A CBA abrange toda a cadeia de produção de alumínio, o que inclui a mineração e o refino de bauxita, além da fundição e da fabricação de diversos produtos de alumínio primário.
Concorrência no Processo de Venda
O processo de venda da CBA, que é controlada pelo conglomerado Votorantim S.A, despertou também o interesse de outra gigante do setor, a chinesa Chinalco, conforme reportado pelo Valor Econômico nesta quarta-feira (8). De acordo com dados da LSEG, o grupo Votorantim mantém uma participação de 69% na empresa.
Os analistas da XP destacaram em relatório que outras grandes empresas do setor, como a Rio Tinto e a Alcoa, também já foram mencionadas como potenciais interessadas na transação.
Especulação sobre Controle da CBA
Os analistas mencionam que as discussões sobre a possível venda de controle da CBA se intensificaram no final de agosto de 2025, quando a empresa começou a buscar um investidor para seu Projeto Rondon. Essa busca evoluiu para especulações de mercado sobre a venda de controle, especialmente considerando o investimento significativo feito pela CBA em seu projeto de bauxita, que é estimado em cerca de US$ 2,5 bilhões. Os analistas Lugas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano afirmaram que, embora não seja claro o nível de potencial prêmio de licitação ou mesmo a viabilidade da venda do controle, essas especulações podem impulsionar as ações.
Recomendação de Investimento
A XP emitiu uma recomendação de compra para as ações da CBA, com um preço-alvo fixado em R$ 9. Isso representa um potencial de valorização de 121% em relação ao preço de fechamento registrado na última terça-feira (7).
O Money Times entrou em contato com a CBA, mas até a publicação deste informe, não recebeu uma resposta. Caso a companhia se posicione, o texto será atualizado.
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Fonte: www.moneytimes.com.br