Avanços e Desafios na Agenda Climática
Estrutura de Sustentabilidade nas Empresas
A agenda climática já se tornou uma prioridade nas discussões empresariais, apresentando velocidades de implementação bastante distintas. Um estudo conduzido pela Deloitte, que envolveu 61 empresas, revela que aquelas com faturamento anual superior a R$ 1 bilhão estão avançando na criação de suas estratégias rumo ao net zero. Essas organizações têm estabelecido metas claras, realizado investimentos em fontes de energia renovável e adotado tecnologias inovadoras com o objetivo de minimizar sua pegada de carbono.
Por outro lado, o cenário é contrastante entre as empresas de menor porte. Entre as companhias que apresentam faturamento abaixo de R$ 1 bilhão, 61% ainda não dispõem de uma estrutura adequada para eliminar suas emissões de carbono. Nesse grupo, os esforços estão concentrados, em sua maioria, no mapeamento de indicadores, com uma adoção menos expressiva de soluções tecnológicas e sistemas de relatórios.
Panorama das Grandes Empresas
A pesquisa aponta que as grandes empresas exibem uma agenda climática mais desenvolvida. Dentre elas, 60% afirmam que estão investindo em energia renovável. Além disso, 36% relatam que compensam suas emissões, enquanto 76% se dedicam ao mapeamento de indicadores relacionados a ESG (ambiental, social e governança). A implementação de sistemas de reporte já foi feita por 64% dessas organizações.
Entretanto, a pesquisa também revela que 52% das empresas de maior faturamento citam a falta de incentivos regulatórios como um dos principais obstáculos para o financiamento da transição climática. Esses dados ressaltam a necessidade de políticas públicas que incentivem e facilitem a adoção de práticas sustentáveis.
Metodologia da Pesquisa
O levantamento faz parte do Boardroom Program da Deloitte e teve como foco ouvir principalmente membros de conselhos, além de CEOs, diretores e integrantes de comitês de auditoria. Os resultados apresentam o retrato de uma elite empresarial que já incorporou a sustentabilidade em sua estratégia. Contudo, também evidenciam um abismo significativo entre as empresas que são capazes de financiar a transição climática e aquelas que ainda estão engatinhando na estruturação de um caminho para isso.
Fonte: veja.abril.com.br


