Agradecimentos da XP Investimentos à Embraer
A XP Investimentos atualizou as suas previsões para a Embraer (EMBJ3) e manteve a recomendação de compra para as ações da fabricante de aeronaves. A corretora passou a adotar um preço-alvo de US$ 90 por American Depositary Receipt (ADR), que corresponde a aproximadamente R$ 116 por ação ao final de 2027, o que representa um potencial de valorização de 17% em relação aos níveis atuais das ações.
Valorização das ações e análise de risco
Apesar de uma valorização de cerca de 30% das ações desde a revisão positiva da tese em março deste ano, a XP acredita que a ação ainda apresenta uma relação risco-retorno favorável.
“Continuamos vendo uma relação risco-retorno atrativa, sustentada por uma trajetória de crescimento visível até 2030 que não exige um novo ciclo de capex“, afirma a corretora.
De acordo com a XP, a tese é sustentada por uma combinação de aumento gradual nas entregas de aeronaves, preços mais elevados, margens mais saudáveis, progresso na área de serviços e a crescente expansão dos retornos sobre o capital investido (ROIC).
Crescimento sem necessidade de novos investimentos pesados
A XP Investimentos acredita que a Embraer tem a capacidade de aumentar suas receitas e rentabilidade utilizando sua atual plataforma de produtos, sem a necessidade de iniciar um novo ciclo significativo de investimentos.
O cenário básico da XP prevê que as entregas na aviação comercial avancem lentamente para cerca de 110 aeronaves por ano, enquanto a divisão de aviação executiva deve se estabilizar em aproximadamente 200 aeronaves anuais. Além disso, o cargueiro militar KC-390 pode alcançar uma produção de 10 unidades por ano até 2030.
Com essas expectativas, a receita da empresa poderá crescer de US$ 8,5 bilhões em 2026 para cerca de US$ 13,4 bilhões até 2030, conforme estimativas da corretora.
“Vemos uma trajetória de crescimento visível até 2030 sem a necessidade de um novo ciclo de investimentos, sugerindo retornos crescentes nos próximos anos”, destaca a XP.
Margens devem ganhar força
Além do incremento nas entregas, a corretora espera uma melhoria estrutural na rentabilidade da fabricante de aeronaves.
“Esperamos que as margens EBIT se normalizem em torno de cerca de 13% até 2030, em comparação com cerca de 9% em 2025, apoiadas por preços favoráveis na Aviação Executiva e na plataforma KC-390”, aponta a corretora.
Conforme a XP, a divisão de aviação comercial também deverá contribuir para essa melhoria, beneficiando-se da alavancagem operacional e da redução gradual do impacto de contratos anteriores.
Retornos maiores e geração de caixa mais previsível
Outro aspecto que contribui para a visão positiva em relação à companhia é a expectativa de expansão do retorno sobre o capital investido.
A XP projeta que o ROIC consolidado aumente de aproximadamente 12% em 2025 para 22% em 2028, conforme a empresa começa a colher os frutos dos investimentos realizados nos últimos ciclos de desenvolvimento de aeronaves.
A corretora também prevê uma melhoria na qualidade da geração de caixa da fabricante.
“Vemos suporte adicional vindo de uma trajetória de fluxo de caixa cada vez menos arriscada, com o rendimento do fluxo de caixa livre real se aproximando de cerca de 9% até 2030, de acordo com nossas estimativas”, aponta o relatório.
Valuation mais exigente, mas ainda atrativo
A XP reconhece que as ações da Embraer já não estão mais sendo negociadas com o mesmo desconto que foi observado no início do ano. Atualmente, as ações estão sendo comercializadas a aproximadamente 19,3 vezes o lucro estimado para 2027.
Apesar disso, a corretora ainda enxerga potencial de valorização nas ações da fabricante.
“Reconhecemos que o valuation da Embraer já não é tão pouco exigente quanto era no início deste ano. Contudo, continuamos atraídos pela ação, dada nossa maior confiança no crescimento dos resultados nos próximos períodos”, afirma a corretora.
Além de seu cenário base, a XP enfatiza que há potenciais catalisadores adicionais que não estão contemplados em suas projeções, incluindo oportunidades relacionadas à Índia, Estados Unidos e à Eve Air Mobility, que é a empresa de carros voadores da Embraer.
Fonte: www.moneytimes.com.br
