Casas Bahia: Passivo Reputacional ou Crise do Varejo?
A resposta é que a situação atual envolve ambos os aspectos. Um fator teve impacto sobre o outro, de formas que as demonstrações financeiras não conseguem evidenciar de modo isolado. Crédito: Edição: Ariel Liborio; Supervisão e distribuição de conteúdo: Jefferson Perleberg.
Recomendação do JPMorgan para Natura
O JPMorgan revisou a recomendação da Natura (NATU3), passando de uma posição de “overweight” (compra) para “neutra”. Além disso, o preço-alvo foi reduzido, passando de R$ 11 para R$ 8,50, projetando esse valor para dezembro de 2027. O banco justificou essa alteração ao mencionar que a expectativa de melhora na geração de caixa “não está se materializando”, além de apontar um momentum operacional fraco e a necessidade de nova rodada de ajustes na estratégia, tudo isso em um contexto de consumo mais desafiador.
Atualizações de estimativas e preços-alvo
No mesmo relatório que aborda o varejo no Brasil, o JPMorgan informou que atualizou suas estimativas, agora utilizando preços-alvo referentes a dezembro de 2027 para as empresas que cobre, substituindo as metas anteriores, que eram de dezembro de 2026.
O banco também comentou que, em média, existe um potencial de alta de cerca de 30% associado aos novos preços-alvo. No entanto, destacou que o cenário eleitoral permanece incerto, o que afeta as avaliações e expectativas do mercado, além de que os recentements nas ações têm contribuído para diminuir assimetrias em algumas teses que são mais alavancadas aos juros.
Ajustes nos preços-alvos de outras empresas
Entre os ajustes, o JPMorgan elevou o preço-alvo de Alpargatas (ALPA4) para dezembro de 2027, de R$ 13,50 para R$ 17, após realizar uma revisão para cima de 8% nas estimativas de lucro por ação, o que se deu devido a uma melhora na execução tanto no Brasil quanto no exterior. O banco, entretanto, observou que o valuation (valor do ativo) do papel está mais apertado em função da alta recente do ativo.
O relatório também indicou que as ações do Magazine Luiza (MGLU3) e do Assaí (ASAI3) ainda são consideradas as mais sensíveis a um cenário de juros mais baixos. Contudo, a performance recente dessas ações foi forte, registrando aumentos relativos de 30% para o Magazine Luiza e de 25% para o Assaí, o que alterou a relação risco-retorno no curto prazo.
Preferências do JPMorgan em relação ao setor de vestuário
O JPMorgan afirmou que, neste momento, prefere papéis do setor de vestuário que apresentam valuations mais favoráveis. As empresas mencionadas nesse contexto incluem Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3), uma escolha fundamentada pela identificação de assimetrias mais promissoras em meio à volatilidade esperada nos acontecimentos relativos às eleições.
*Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.
Fonte: www.estadao.com.br
