Captação de Recursos em Janeiro de 2026
As empresas brasileiras captaram R$ 59,9 bilhões em janeiro de 2026, o que representa um crescimento de 30,5% em relação ao mesmo mês de 2025. Esses dados foram divulgados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O resultado foi impulsionado pela renda fixa, sendo que esse volume é o maior já registrado para o mês na série histórica que se iniciou em 2012.
Destaques do Mercado Doméstico
No cenário do mercado doméstico, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) se destacaram ao levantar R$ 7 bilhões no primeiro mês de 2026. Esse volume é inédito para o período e representa quase o dobro do que foi registrado no mesmo mês de 2025, uma alta de 98,6%, conforme ressaltou a Anbima.
Captação de Debêntures
As debêntures, outro instrumento relevante, somaram captações de R$ 26,9 bilhões em janeiro de 2026. Esse valor ficou 5,8% abaixo do patamar alcançado em janeiro de 2025. A maior parte dos recursos captados foi direcionada a investimentos em infraestrutura, representando 41,4% do total. O prazo médio das debêntures atingiu 7,3 anos.
Notas Comerciais em Nível Recorde
As notas comerciais registraram um volume recorde de R$ 6,4 bilhões em janeiro de 2026, marcando um aumento expressivo de 329% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
Ofertas de Ações
No segmento da renda variável, janeiro de 2026 também apresentou movimentações significativas, com duas operações de ofertas de ações de companhias que já estão listadas, conhecidas como follow-on, totalizando R$ 7,9 bilhões. No mesmo mês de 2025, não houve registros de ofertas de ações.
Securitização de Ativos
Ainda no campo dos instrumentos de securitização, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) somaram R$ 3,2 bilhões, refletindo uma queda anual de 21,3% em relação a janeiro de 2025. Já os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) ficaram em R$ 908 milhões, com uma redução de 60,1% no mesmo comparativo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br