Aneel rejeita solicitação da Light para revisão extraordinária de tarifas.

Agência Nacional de Energia Elétrica Negativa Revisão Tarifária da Light

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) negou, na terça-feira (27), um pedido apresentado pela Light para revisão tarifária extraordinária (RTE). A elétrica solicitava uma alteração na trajetória regulatória das perdas não técnicas de energia, conforme definido em 2022.

Tentativa de Revisão por Parte da Light

A distribuidora Light, responsável pela distribuição de energia elétrica em mais de 30 municípios do Rio de Janeiro, buscava que o órgão regulador reconsiderasse uma decisão anterior. A empresa alegava que os parâmetros referentes às perdas não técnicas, que resultam de ligações irregulares conhecidas como "gatos", eram fatores determinantes para o desequilíbrio econômico-financeiro de sua concessão.

Argumentos da Distribuidora

A Light sustentava, por exemplo, que havia imprecisões nos cálculos das perdas, utilizando dados defasados que se referem ao mercado de baixa tensão, o qual envolve consumidores residenciais.

Decisão da Aneel

No entanto, a diretoria da Aneel considerou que o pedido da Light não tinha fundamento. A agência destacou que não existiam fatos que justificassem uma revisão extraordinária e que não haveria espaço para rediscutir temas que já haviam sido definidos em metodologias e processos tarifários anteriores.

Desafios Operacionais da Light

As perdas não técnicas representam um dos maiores desafios operacionais enfrentados pela distribuidora fluminense. O alto índice de furtos de energia, especialmente em regiões afetadas pela violência urbana, resulta em significativas perdas de receita para a companhia.

Caminho da Light na Recuperação Judicial

O grupo Light está em processo de recuperação judicial e recebeu da Aneel uma recomendação para a renovação de seu contrato de concessão de distribuição de energia, sendo que a decisão final para essa renovação é de competência do Ministério de Minas e Energia. A distribuidora aguarda a assinatura do novo contrato para avançar com as próximas etapas de sua recuperação judicial, incluindo a busca por aumentar seu capital privado em até R$ 1,5 bilhão.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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