Retomada da Perfuração pela Petrobras
Autorização da ANP
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concedeu autorização à Petrobras para reiniciar a perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas. Essa atividade estava suspensa desde o início do ano devido a um vazamento de fluido de perfuração. A informação foi reportada em documento obtido pela agência de notícias Reuters.
Análise e Condicionantes
A ANP declarou que, após a análise técnica e as medidas mitigadoras apresentadas pela Petrobras, não há impedimentos para que a perfuração do poço seja retomada. Contudo, a agência notificou a Petrobras sobre a necessidade de atender a algumas exigências. Entre essas, está a troca de todos os selos das juntas do “riser” (tubos) e a realização de treinamento de toda a equipe envolvida no processo de perfuração.
Preparativos para a Retomada
Conforme informou uma fonte da Petrobras que pediu para não ser identificada, a empresa já iniciou os preparativos para o reinício das atividades de perfuração, que estavam paralisadas por cerca de um mês. Inicialmente, a estatal tinha como previsão concluir as atividades no poço em um período aproximado de cinco meses. Porém, uma segunda fonte revelou que esse prazo pode ser prorrogado, já que a conclusão da perfuração poderá sofrer um atraso proporcional ao tempo em que as atividades ficaram suspensas.
Licenciamento de Perfuração
Procurada para comentar sobre a questão, a Petrobras não se manifestou imediatamente. Vale lembrar que a companhia passou anos em busca de licença para perfurar nessa região, a qual é considerada a de maior potencial para a abertura de uma nova fronteira exploratória. Tal região compartilha a mesma geologia com a vizinha Guiana, onde a ExxonMobil está desenvolvendo grandes campos de petróleo.
Impactos e Controvérsias
O vazamento de fluido de perfuração gerou reações de protesto entre ativistas e organizações indígenas locais, que há anos levantam preocupações sobre os impactos que a exploração de petróleo pode acarretar nos ecossistemas marinhos e costeiros da área.
Fonte: www.moneytimes.com.br