Após a American Express, Sefer desafia sua inclusão em lista de credores.

Contestação da Sefer Investimentos na Recuperação Judicial da Fictor

A Sefer Investimentos entrou com uma ação judicial em que contesta formalmente a lista de credores apresentada pela Fictor, que está em processo de recuperação judicial. A empresa alega a existência de inconsistências significativas e erros na identificação dos verdadeiros titulares dos créditos.

Dívida Declarada pela Fictor

Em seu processo de recuperação, a Fictor alega possuir uma dívida total de R$ 430 milhões com a Sefer. No entanto, a distribuidora contesta essa inclusão, afirmando que foi erroneamente catalogada como credora, quando sua participação deveria ser como mandatária ou representante legal de terceiros.

Alegações da Sefer

Na petição protocolada na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, a Sefer sustenta que a Fictor não cumpriu os requisitos estabelecidos na Lei de Recuperações e Falências, pois não indicou corretamente os verdadeiros titulares dos créditos em questão. A Sefer afirma que a confusão entre credor e representante não se trata de um erro formal, mas de um vício que compromete a regularidade do processo, o que, segundo a empresa, impede o exercício pleno dos direitos pelos reais credores.

A Sefer expõe no documento: “A equivocada indicação de representante legal como se credor fosse desnatura a essência do crédito e viola frontalmente a sistemática da recuperação judicial.” Com essa afirmação, a distribuidora solicita a sua exclusão do rol de credores e a retificação da lista apresentada pela Fictor.

Prejuízos à Imagem da Sefer

Além disso, a Sefer argumenta que a permanência da informação imprecisa afeta negativamente sua imagem no mercado, gerando riscos reputacionais e interpretações incorretas sobre sua real posição financeira. Esse movimento da Sefer se junta a outras contestações que têm questionado a credibilidade da lista inicial de credores da Fictor.

Contestação da American Express

Na mesma linha, a American Express também entrou no processo de recuperação judicial da Fictor, visando contestar a existência de um crédito de R$ 893 milhões que lhe foi atribuído. A empresa nega qualquer responsabilidade válida nos termos apresentados pela Fictor, reforçando a onda de questionamentos sobre a veracidade das informações fornecidas na recuperação judicial.

Esse cenário mostra a crescente tensão entre os credores e a Fictor, evidenciando a necessidade de maior clareza e transparência nos processos de recuperação judicial, onde a correta identificação dos credores é essencial para o avanço das negociações e para a manutenção da confiança no mercado.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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