Após a Westwing, Mastercard quita dívidas do BRB e adquire 6,93% do capital do banco.

Participação da Mastercard no BRB

O BRB (BSLI3), conhecido como Banco de Brasília, revelou ao mercado na noite desta terça-feira (20) que a Mastercard Brasil adquiriu uma participação de 6,93% em seu capital social, o que representa um total de 33,68 milhões de ações ordinárias e preferenciais. É importante ressaltar que esse movimento não implica a entrada de um novo acionista estratégico, nem tampouco altera a estrutura de controle do banco.

Origem da Participação

De acordo com o comunicado oficial, a participação da Mastercard foi resultado da execução de uma alienação fiduciária. Isso significa que as ações do BRB foram utilizadas como garantia em uma operação financeira. Como a obrigação relativa a essa operação não foi cumprida, a Mastercard, na qualidade de credora, executou a garantia e assumiu temporariamente a propriedade desses papéis.

A Mastercard também esclareceu que não tem a intenção de manter essa participação acionária e que não irá exercer direitos políticos relacionados a essas ações. A empresa afirma que planeja alienar os papéis em conformidade com a legislação vigente e as regulamentações aplicáveis.

Procedimento Similar com a Westwing

Em momento anterior, a Mastercard havia adotado um procedimento semelhante com a Westwing (WEST3). Neste caso, a companhia de pagamentos obteve uma participação de 31,87% do capital social da varejista, resultado também de uma execução de alienação fiduciária referente a ações que foram oferecidas como garantia. As gestoras WNT e a Trustee, identificadas pela Polícia Federal como vinculadas ao empresário Nelson Tanure, possuíam, respectivamente, 39,4% e 5,6% do capital social da Westwing.

Participação Acionária Relevante do BRB

No ano anterior, o BRB havia informado que fundos geridos pela WNT e pela Master Corretora comunicaram possuir uma participação acionária significativa na instituição financeira estatal. Em um documento publicado em meados de setembro, foi informado que a WNT detinha 8% das ações preferenciais do BRB, principalmente através do fundo Verbier. O Deneb FIP, que é administrado pela Master Corretora e gerido pela MACAM Asset, possuía 4,57% das ações.

Além do Verbier e Deneb, conforme noticiado pelo E-Investidor na época, outros dois fundos também tinham posições relevantes: o Celeno FIP, que é administrado pela Master Corretora e detinha 12% das ações preferenciais do Banco de Brasília, e o Borneo, que era administrado pela Reag e possuía 9,78% das ações preferenciais.

Mudanças na Diretoria do BRB

O BRB também anunciou mudanças em sua diretoria executiva. O Conselho de Administração elegeu Ana Paula Teixeira para ocupar o cargo de Diretora Executiva de Controles e Riscos, e Antônio José Barreto de Araújo Júnior para a posição de Diretor Executivo de Finanças, Controladoria e Relações com Investidores. Esses novos cargos estão diretamente relacionados à supervisão, à transparência e à gestão financeira da instituição.

As nomeações feitas pelo BRB ainda necessitam da aprovação do Banco Central e entrarão em vigor somente após a conclusão dos procedimentos regulatórios pertinentes.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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