Após deixar a Fazenda, Haddad retorna a Brasília para dar andamento à transição.

Mudanças no Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, retornou a Brasília na manhã desta terça-feira, 10, para os últimos dias à frente da pasta. Haddad confirmou que deixará o cargo na próxima semana, e a expectativa é de que ele concorra ao governo de São Paulo.

Dança das Cadeiras

Com a saída de Haddad, é esperada uma reestruturação interna no Ministério da Fazenda. O secretário-executivo Dario Durigan deve ser o nome indicado para assumir o cargo de Haddad, enquanto Rogério Ceron, que atualmente ocupa a Secretaria do Tesouro, deve ocupar a posição de número dois da Fazenda.

Candidatura ao Governo de São Paulo

Haddad é considerado o favorito do Partido dos Trabalhadores (PT) para se candidatar ao governo de São Paulo. Uma pesquisa recente do Datafolha, divulgada no último domingo, 8, indicou Haddad em segundo lugar nas intenções de voto, com 31% da preferência, enquanto Tarcísio de Freitas, do Republicanos, lidera com 44%.

Continuidade de Projetos

Apesar da sua saída iminente, Haddad deixou algumas pautas em andamento que deverão ser prosseguidas por Dario Durigan. Um dos principais projetos é a implementação do modelo "twin peaks". Essa mudança tem como objetivo alterar a estrutura regulatória das autoridades monetárias, como o Banco Central, além dos reguladores do mercado de valores mobiliários, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Reforma da Folha de Pagamentos

Outra agenda que deverá continuar, ainda neste ano ou em um possível segundo mandato do presidente Lula, é a reforma da folha de pagamentos. Recentemente, Haddad manifestou apoio a essa proposta, afirmando que a reforma precisa ser a próxima grande agenda do governo.

Tarifa Zero no Transporte Público

O Ministério da Fazenda também está liderando estudos sobre a viabilidade da implementação de tarifa zero no transporte público em todo o Brasil. Haddad se comprometeu a enviar as conclusões ao Palácio do Planalto, que pretende discutir a proposta no Congresso ainda este ano. Contudo, é importante ressaltar que a Fazenda apenas fornecerá subsídios ao governo, e o avanço da proposta dependerá da vontade política do Executivo.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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