Apoio ao Banco Central
A Associação Brasileira de Bancos, em colaboração com a Febraban, Acrefi e Zetta, divulgou no sábado, dia 27, uma nota conjunta em apoio ao Banco Central do Brasil. O comunicado surge em resposta ao recente caso de liquidação extrajudicial do Banco Master.
Posicionamento das Associações
No documento, as associações do setor financeiro ressaltam a importância da atuação reguladora e independente do Banco Central. As entidades afirmam que reconhecem o papel que o Banco Central do Brasil (BCB) vem desempenhando, caracterizado por uma supervisão bancária atenta e isenta, pautada em critérios exclusivamente técnicos, prudentes e vigilantes.
As associações destacam que a natureza da atividade financeira envolve riscos elevados. Em situações de insolvência, o regulador é legalmente mandatado e possui a responsabilidade inadiável de agir em prol da resiliência do sistema financeiro. Isso inclui a estruturação de regimes de resolução que visem proteger o sistema financeiro e minimizar riscos de contágio sistêmico.
Consequências de Revisões Regulatórias
As entidades alertam que uma mera hipótese de revisão ou reversão das decisões técnicas do Banco Central pode levar o ambiente financeiro a um “terreno sensível de instabilidade regulatória e operacional”. Isso implica na geração de insegurança jurídica, comprometendo a previsibilidade das decisões e a confiança no funcionamento do mercado. Além disso, tal instabilidade pode impactar negativamente pessoas físicas, que geralmente têm uma capacidade menor de absorver os riscos associados a incertezas provocadas por mudanças abruptas.
Em vista dessas considerações, existe uma premissa fundamental que permeia a atuação do regulador bancário em todos os países com sistemas financeiros regulados. Essa premissa consiste na exclusividade da atribuição do regulador em realizar o escrutínio prudencial e discricionário, voltado para a solvência e a disciplina de mercado.
O documento conclui ressaltando que, desde sua criação, o Banco Central do Brasil tem atuado com extremo zelo na supervisão do sistema financeiro.
Suposta Fraude Milionária
No dia 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, isso ocorreu após investigações realizadas pela Polícia Federal relativas a emissões de títulos e suspeitas sobre a gestão da instituição financeira.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou na ocasião que a operação estava investigando uma fraude estimada em cerca de R$ 12 bilhões.
Durante a operação, Daniel Vorcaro, que é o proprietário do Banco Master, foi preso. Contudo, ele foi liberado posteriormente, sendo monitorado por uma tornozeleira eletrônica.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br