Ataques do Irã no Estreito de Ormuz são considerados ‘terrorismo econômico’, afirma executivo de petróleo dos Emirados Árabes.

Condenação das Ações do Irã

HOUSTON — Na segunda-feira, os Emirados Árabes Unidos expressaram forte condenação em relação aos ataques do Irã contra navios no Estreito de Hormuz, classificando-os como uma forma de "terrorismo econômico" que está mantendo o mundo refém.

Declaração do CEO da ADNOC

"Deixe-me ser absolutamente claro, a utilização do Estreito de Hormuz como arma não é um ato de agressão contra uma única nação", afirmou Sultan Ahmed Al Jaber, CEO da Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC). Ele continuou: "É terrorismo econômico contra todas as nações, e nenhum país deve ser permitido manter Hormuz refém — nem agora, nem nunca." Essas declarações foram feitas durante o evento S&P Global’s CERAWeek, realizado em Houston, Texas, e foram transmitidas por meio de uma mensagem em vídeo.

Importância do Estreito de Hormuz

O Estreito de Hormuz é considerado a rota marítima mais importante do mundo para o transporte de petróleo. Antes do início do conflito, cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito passava por essa estreita via para os mercados globais. A movimentação de petroleiros foi drasticamente afetada devido aos ataques do Irã a navios no Golfo Pérsico.

Al Jaber reiterou: "Embora todos nós apreciemos os esforços para estabilizar os mercados e reduzir os preços, vamos deixar claro — isso não é uma questão de oferta." Ele enfatizou que "é uma questão de segurança e tem apenas uma resposta duradoura — manter o Estreito aberto."

Cancelamento de Participações no Evento

O CEO da Kuwait Petroleum Corporation, Shaikh Nawaf S. Al-Sabah, também cancelou sua presença física no evento na terça-feira devido ao conflito. Ele fará declarações virtuais, conforme informado por um porta-voz à CNBC. Além disso, o CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, também se ausentou da conferência, de acordo com fontes da Reuters.

Escalada do Conflito

Os conflitos se intensificaram com a ação dos Estados Unidos e de Israel, que lançaram um ataque massivo contra o Irã no dia 28 de fevereiro, resultando na morte do líder do país, o aiatolá Ali Khamenei, e outros altos representantes. As duas nações aliadas realizaram uma série de ataques aéreos, visando as capacidades militares da República Islâmica por várias semanas.

Resposta do Irã

Como resposta, o Irã intensificou ataques contra países árabes que não participaram da ofensiva do EUA-Israel. Segundo o Ministério da Defesa dos Emirados, o Irã lançou 352 mísseis balísticos, 15 mísseis de cruzeiro e mais de 1.700 drones contra os Emirados desde o início do conflito. Esses ataques resultaram em oito mortes e 161 feridos.

Al Jaber descreveu a situação: "Os Emirados Árabes Unidos foram alvo de um ataque que foi ilegal, errático, injustificável e completamente não provocativo. Não pedimos por este conflito. Na verdade, tomamos todas as medidas possíveis para evitá-lo."

Ameaças e Mudanças de Postura dos EUA

No fim de semana, o conflito pareceu escalar ainda mais quando o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou bombardear as usinas de energia do Irã caso o tráfego não fosse retomado pelo Estreito. No entanto, Trump adiou esses ataques por cinco dias, afirmando que os EUA tiveram conversas com o Irã, que o presidente descreveu como "produtivas". Como resultado dessas mudanças na postura americana, os preços do petróleo caíram quase 11% na segunda-feira, levando a esperanças de que o conflito possa ser resolvido por meio de negociações. Desde o início da guerra, os preços do petróleo já aumentaram mais de 30%.

Fonte: www.cnbc.com

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