Planejamento Militar dos EUA em Relação ao Irã
O planejamento militar dos Estados Unidos em relação ao Irã avançou consideravelmente. As opções incluem ataques direcionados a indivíduos específicos e a possibilidade de promover uma mudança de regime em Teerã, caso haja uma ordem do presidente Donald Trump, conforme afirmaram duas autoridades norte-americanas.
Sinais de Preparação para Conflito
As opções militares recentemente reveladas indicam que os Estados Unidos estão se preparando para um confronto potencialmente sério com o Irã, caso os esforços diplomáticos não tenham sucesso. A Reuters foi a primeira a informar, na semana passada, que as Forças Armadas dos EUA estão se preparando para conduzir uma operação de várias semanas contra o Irã, que poderia envolver ataques a instalações de segurança do país, assim como à sua infraestrutura nuclear.
As últimas revelações sugerem um nível de planejamento mais detalhado e ambicioso antes que uma decisão final de Trump seja tomada. Nos últimos dias, o presidente divulgou publicamente a ideia de uma mudança de regime na República Islâmica.
Detalhes Através de Fontes Anônimas
As autoridades dos EUA, que falaram sob condição de anonimato devido à natureza delicada do planejamento, não forneceram informações adicionais sobre quais indivíduos poderiam ser alvos ou de que forma as Forças Armadas poderiam tentar promover uma mudança de regime sem recorrer a um grande contingente de forças terrestres.
Essa busca por uma mudança de regime representaria uma nova direção em relação às promessas de Trump durante sua campanha presidencial, nas quais ele declarou que se distanciaria das chamadas políticas fracassadas de administrações anteriores, que incluíam intervenções militares para derrubar governos no Afeganistão e no Iraque.
Poderio Militar e Estratégias Pré-existentes
Trump possui uma substancial capacidade de combate na região do Oriente Médio, embora a maior parte dessa força esteja alocada em navios de guerra e caças. Qualquer grande operação de bombardeios poderia receber suporte adicional de bombardeiros estacionados em bases dos EUA.
Durante seu primeiro mandato, Trump demonstrou disposição para realizar ações de assassinato seletivo; ele autorizou um ataque em 2020 que resultou na morte de Qassem Soleimani, o principal general do Irã, que liderava o braço de espionagem e operações paramilitares da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, conhecido como Força Quds.
Em 2019, o governo Trump classificou formalmente a Guarda Revolucionária como uma organização terrorista estrangeira, uma medida que representou a primeira vez que Washington atribuiu essa designação a uma instituição militar de outro país.
Exemplos de Sucesso na Operação Militar
Uma fonte norte-americana destacou o sucesso de Israel em eliminar líderes iranianos durante sua guerra de 12 dias com o Irã no ano anterior. Na época, informações regionais relataram à Reuters que pelo menos 20 comandantes seniores foram mortos, incluindo o chefe do Estado Maior das Forças Armadas do Irã, Mohammad Bagheri.
De acordo com essa autoridade, "a guerra de 12 dias e os ataques israelenses contra alvos individuais realmente demonstraram a eficácia dessa estratégia". O foco estava voltado para indivíduos envolvidos no comando e controle das forças da Guarda Revolucionária.
Desafios e Restrições
Entretanto, a mesma fonte alertou que atacar indivíduos específicos requereria um aprimoramento significativo nos recursos de inteligência disponíveis. Para eliminar um comandante militar específico, seria necessário saber exatamente onde ele se encontra, assim como compreender quem mais poderia ser afetado durante a operação.
Não ficou evidente para as autoridades que conversaram com a Reuters quais informações os EUA têm sobre os líderes iranianos que poderiam ser identificados como alvos. A Casa Branca e o Pentágono não se pronunciaram imediatamente a respeito dos pedidos de comentários sobre o assunto.
Fonte: www.moneytimes.com.br