Desempenho das Ações da Azul
As ações da Azul (AZUL4) estão enfrentando uma acentuada queda na B3, mesmo após a empresa ter recebido a aprovação da Justiça dos Estados Unidos para seu plano de recuperação judicial conhecido como Chapter 11.
A autorização judicial permite à companhia aérea reduzir sua dívida em mais de US$ 2 bilhões e captar novos recursos por meio de uma nova oferta de direitos de subscrição de ações, além do investimento realizado pela American Airlines e pela United Airlines.
Por volta das 14h40 (horário de Brasília), as ações AZUL4 apresentavam uma queda de 19,81%, sendo cotadas a R$ 0,85. O acompanhamento do desempenho em tempo real é essencial para a análise.
Avaliação do Bradesco BBI
O Bradesco BBI ressalta que, conforme informações divulgadas pela Azul, os próximos passos no processo de recuperação judicial envolvem a conversão de notas 1L/2L através de uma Oferta Pública, a conversão de debêntures conversíveis, a expectativa de diluição, a conversão de ações preferenciais e ordinárias, tudo com a aprovações de uma nova governança e a emissão de direitos de subscrição, além da captação de novo capital através de uma oferta pública.
Conforme afirmam os analistas André Ferreira e Larissa Monte, “as novas ações serão emitidas a um preço que representa um desconto de 30% em relação ao valor patrimonial da empresa determinado no plano, e espera-se que essa emissão resulte em uma diluição superior a 80% da base acionária atual.”
Expectativas para a Companhia
Com a aprovação do plano, o Bradesco BBI acredita que a companhia está se movendo em direção à saída do Chapter 11 em um futuro próximo, com um balanço mais saudável e pronta para reforçar suas operações.
Os analistas destacam que “esperamos um balanço fortalecido após a conclusão do processo, em virtude da diminuição da dívida total após as conversões em ações, uma nova estrutura de pagamentos de leasing e o novo capital de US$ 950 milhões, que será sustentado por investidores comprometidos e subscrito por um ou mais investidores estratégicos.”
No entanto, a expectativa é de uma diluição significativa dos acionistas minoritários devido às substanciais conversões de dívidas. Isso pode levar os detentores de notas 1L a deterem cerca de 97% de participação e os 2L com aproximadamente 3% após a conversão, além das subscrições e emissão de novas ações.
Consequentemente, os analistas afirmam que os atuais acionistas devem ser quase totalmente diluídos, o que está em conformidade com a recomendação de Venda do Bradesco BBI. O preço-alvo estimado é de R$ 0,50.
Detalhes sobre o Chapter 11 da Azul
O juiz norte-americano Sean Lane aprovou o plano de recuperação judicial da Azul durante uma audiência realizada em White Plains, Nova York.
A Azul havia solicitado recuperação judicial em Nova York em maio. O plano atualmente em vigor visa converter a maior parte da dívida existente em ações, além de permitir à empresa captar recursos por meio da emissão de novos títulos.
Como parte do processo de recuperação, as companhias United e American irão investir até US$ 300 milhões em ações da Azul.
O presidente-executivo da Azul, John Rodgerson, declarou que a empresa “encontra-se em uma situação muito mais leve” após a validação do plano pela justiça norte-americana.
Rodgerson comentou ainda que “nossa intenção era encerrar o processo com uma alavancagem de três vezes, mas agora, sairemos com uma alavancagem de 2,5 vezes”, conforme informado em uma entrevista à Reuters.
*Com Reuters
Fonte: www.moneytimes.com.br


