Manutenção da Taxa de Juros pelo Banco Central do Chile
O Banco Central do Chile, em uma decisão unânime tomada na terça-feira, 24 de janeiro, decidiu manter a taxa básica de juros em 4,5% ao ano. Em comunicado, o Conselho do Banco Central chileno ressaltou que a guerra no Oriente Médio aumentou significativamente as incertezas relacionadas ao crescimento global e às pressões inflacionárias, ao elevar os preços do petróleo.
Expectativas de Política Monetária
O Banco Central frisou que, neste cenário, as expectativas do mercado em relação às trajetórias de política monetária dos bancos centrais demonstram uma manutenção ou um aumento das taxas de juros no médio prazo.
Desaceleração da Inflação
O Banco Central do Chile observou que a inflação ao consumidor do país desacelerou mais do que o esperado em fevereiro, registrando uma taxa anual de 2,4%. Porém, apontou que as expectativas inflacionárias de curto prazo têm aumentado nas últimas semanas, devido à depreciação do peso chileno e ao aumento nos preços dos combustíveis.
Perspectivas da Inflação
De acordo com a análise do Banco Central, se a guerra chegar a um fim rápido e seus impactos se dissiparem em um horizonte médio, a inflação chilena poderá retornar a níveis compatíveis com a meta estabelecida para 2027. Entretanto, dada a gravidade do conflito atual, o Conselho afirmou que estará especialmente atento a sinais de transmissão e/ou persistência das pressões inflacionárias resultantes dos choques enfrentados.
Avaliação Contínua e Próximas Decisões
O Banco Central chileno se absteve de fornecer indícios sobre decisões futuras, destacando que a avaliação da situação econômica será feita a cada reunião, com o objetivo de assegurar que a inflação retorne à meta de 3% em um prazo de dois anos. A próxima decisão do Banco Central será anunciada em 28 de abril.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br