Banco da Inglaterra mantém taxa de juros em 3,75% após decisão apertada e sinaliza possibilidade de redução futura.

Banco da Inglaterra mantém juros em 3,75% após votação apertada

O Banco da Inglaterra (BoE) decidiu manter a taxa de juros nesta quinta-feira (5) em 3,75%. A decisão veio após uma votação surpreendentemente apertada, que terminou em 5 a 4. O banco sinalizou que poderá reduzir as taxas no futuro se a queda da inflação prevista para os próximos meses se confirmar como sustentável.

Revisões e projeções econômicas

Apesar da manutenção da taxa de juros, o Banco da Inglaterra revisou para baixo suas projeções de crescimento econômico do Reino Unido para 2026. Além disso, o banco previu um aumento no desemprego. A decisão de manter a taxa básica de juros está em linha com a maioria das previsões de uma pesquisa da Reuters realizada com economistas, embora inicialmente se esperasse uma votação de 7 a 2 a favor da manutenção.

Declarações do presidente do Banco

O presidente Andrew Bailey foi um dos cinco membros que defenderam a manutenção da taxa. Em um comunicado, Bailey afirmou: “Precisamos garantir que a inflação permaneça nesse nível, por isso mantivemos os juros em 3,75% hoje”. Ele acrescentou que, se as condições forem favoráveis, deverá haver espaço para uma nova redução ainda este ano. Contudo, não há uma data definida para o próximo corte, e a votação apertada pode levar investidores a reconsiderar suas expectativas sobre o futuro do Banco da Inglaterra.

Expectativas do mercado

Antes do anuncio feito pelo BoE, os mercados futuros de juros precificavam poucas chances de um corte em março, e havia cerca de 60% de probabilidade de que isso acontecesse em abril. O Banco da Inglaterra tem atuado com bastante cautela, especialmente considerando que o Reino Unido apresenta a maior inflação entre as principais economias avançadas. No ano de 2025, o banco já havia reduzido os juros quatro vezes, incluindo um corte de 0,25 ponto percentual em dezembro, que também foi decidido por uma votação apertada de 5 a 4.

Cautela e impactos econômicos

As autoridades do banco central destacaram a necessidade de cautela, dado que os custos de empréstimos estão se aproximando de um nível que não é inflacionário, mas que também não prejudica a economia. Esta, por sua vez, ainda enfrenta as consequências do Brexit, da pandemia de Covid e do aumento dos preços de energia em 2022. O Banco da Inglaterra agora projeta que a inflação poderá cair para cerca de 2% em abril, sendo essa redução impulsionada em grande parte pelas medidas do orçamento anunciadas pela ministra das Finanças, Rachel Reeves, no mês de novembro do ano anterior.

Projeções de inflação

No entanto, o banco enfatiza a importância de assegurar que a queda da inflação seja consistente, ao invés de temporária. Segundo suas previsões, a inflação deve atingir 1,7% antes de oscilar em torno de 2% a partir do segundo trimestre de 2026 até o final do período de previsão, que se estende por três anos.

Expectativas de crescimento e desemprego

Além de revisar a expectativa de inflação, o Banco da Inglaterra também reduziu a projeção de crescimento econômico para 2026, passando de 1,2% para 0,9%. A recuperação econômica está prevista para 2027 e 2028. O banco também elevou a projeção para o pico do desemprego, passando de 5,1% para 5,3%.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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