Financiamento Sustentável e Recuperação de Pastagens
O financiamento sustentável, com ênfase na recuperação de pastagens, constitui um dos principais focos do Banco do Brasil (BBAS3) para o ano seguinte. Segundo Alberto Martinhago Vieira, diretor de agronegócios e agricultura familiar, a instituição está atenta à destinação de linhas de crédito voltadas para a regeneração de pastagens degradadas.
No horizonte dos próximos 10 anos, a meta do governo é recuperar 40 milhões de hectares de terras agricultáveis. Vieira comenta: “É algo que ainda vamos definir internamente, mas eu enxergo que é mais uma coisa em que o Banco do Brasil quer ser protagonista. Essa recuperação de pastagens gera produção, renda, desenvolvimento e emprego, sem a necessidade de desmatar um pé de árvore.”
Além disso, Vieira observa uma tendência crescente na utilização de bioinsumos, apontando para uma agricultura que se torne cada vez mais sustentável. “A recuperação de áreas degradadas para agricultura e pecuária é uma alavanca importante de financiamento para o agronegócio nos próximos anos”, completa.
Desafios do Banco do Brasil na Agricultura Familiar
Na visão do executivo, o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) é um programa altamente eficaz. Ele destaca, ainda, o sucesso do Desenrola Rural, que foi lançado em 2024 pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). Este programa foi criado com a finalidade de ajudar os produtores a resolver dívidas antigas.
“Há um esforço do governo para a liberação de crédito e recursos voltados para a agricultura familiar. O nosso desafio como banco é facilitar o acesso, desburocratizando o processo, para que o crédito chegue mais rapidamente onde o produtor está”, afirma Vieira.
O banco possui mais de cinco mil correspondentes em todo o Brasil, capazes de alcançar as regiões mais remotas onde os produtores residem. Vieira enfatiza a importância de tornar o acesso ao crédito mais simples: “Muitos produtores precisam gastar um dia inteiro para ir ao banco. O meu objetivo como Banco do Brasil é simplificar o acesso para esse produtor, que é fundamental na geração de alimentos, já que grande parte do que consumimos diariamente provém da agricultura familiar”.
Fonte: www.moneytimes.com.br