Banco do Brasil (BBAS3) solicita repactuação de R$ 4,1 bilhões em dívida híbrida com o Tesouro e projeta alívio de capital até 2027.

Banco do Brasil solicita revisão de cronograma de devolução

O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou nesta quarta-feira, dia 25, que solicitou aos órgãos competentes a revisão do cronograma de devolução de um Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) que foi contratado com o Tesouro Nacional em 2012.

Características do Instrumento Híbrido

O IHCD é uma ferramenta que combina elementos de dívida e de capital, sendo utilizado pelo banco para fortalecer sua estrutura de capital. Em termos práticos, isso refere-se a um aporte financeiro realizado pelo Tesouro que necessita ser devolvido de acordo com um calendário previamente estabelecido.

Montante restante a ser pago

Inicialmente, foram emitidos R$ 8,1 bilhões, e atualmente restam R$ 4,1 bilhões a serem pagos, conforme o cronograma de devolução aprovado em 2021. O Banco do Brasil solicitou o adiamento desses pagamentos, propondo um novo cronograma que inclui:

  • Duas parcelas de R$ 100 milhões em julho de 2026 e julho de 2027;
  • Uma parcela de R$ 1 bilhão em julho de 2028;
  • Uma parcela final de R$ 2,9 bilhões em julho de 2029.

Impactos da repactuação

Caso a repactuação da dívida seja aprovada, o Banco do Brasil estima que conseguirá preservar 8 pontos-base (bps) de capital tanto em 2026 quanto em 2027. No entanto, para os anos de 2028 e 2029, a previsão é de que haja um consumo de capital de 8 bps e 22 bps, respectivamente. Até que o pedido de revisão seja analisado e, eventualmente, aprovado, o cronograma de devolução estabelecido em 2021 seguirá em vigor.

Medidas prudenciais adotadas

Conforme informado pela instituição, a proposta de revisão do cronograma faz parte de um conjunto mais amplo de medidas prudenciais adotadas desde 2025 com o objetivo de reforçar o capital do banco, em conformidade com o seu Plano de Capital de médio prazo. Dentre as iniciativas que já foram implementadas está a redução do payout, que corresponde ao percentual do lucro distribuído aos acionistas, estabelecido em 30% para os anos de 2025 e 2026.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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