BC mantém taxa de juros em 15% e descarta cortes no curto prazo.

Decisão do Copom sobre a Taxa de Juros

Na quarta-feira (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 15% ao ano. Esta é a terceira vez consecutiva que a taxa é mantida, desde quando a autoridade interrompeu o ciclo de aperto monetário, em julho.

Com essa decisão, a Selic continua no maior nível desde 2006, uma ação que era amplamente esperada pelo mercado. Esta reunião foi a penúltima do Copom em 2023, sendo a última agendada para os dias 9 e 10 de dezembro.

Cenário Econômico e Perspectivas

No comunicado oficial, o Copom não sinalizou um início para a redução da taxa de juros, enfatizando que o cenário atual é incerto e requer “cautela na condução da política monetária”. A comissão também reiterou a necessidade de manter os juros em um nível “bastante prolongado” para garantir que a inflação se aproxime da meta estabelecida.

O Comitê ressaltou que continuará a monitorar a situação e que poderá ajustar os próximos passos da política monetária, não hesitando em reiniciar o ciclo de ajuste, se necessário.

Além disso, o Banco Central apontou que os riscos para a inflação, tanto para cima quanto para baixo, continuam “mais elevados do que o habitual”, com três fatores para cada direção.

Pressões Inflacionárias

Entre os fatores que podem pressionar a inflação para cima, o Copom mencionou a desancoragem das expectativas inflacionárias, a resiliência da inflação nos serviços e as interações entre as políticas econômicas internas e externas.

Por outro lado, os fatores que poderiam contribuir para a redução da inflação incluem a perda de vigor da economia interna, uma desaceleração global mais acentuada e a diminuição dos preços das commodities.

O comunicado também destacou os impactos das tarifas impostas por Donald Trump contra as importações brasileiras e os efeitos da política fiscal interna como pontos de atenção.

“O cenário continua a ser caracterizado por expectativas desancoradas, projeções elevadas de inflação, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para garantir a convergência da inflação à meta em um ambiente de expectativas desancoradas, é necessário manter uma política monetária de caráter significativamente contracionista por um período prolongado”, afirmou o documento.

Expectativas do Mercado

A decisão de manter a Selic em 15% ocorre, mesmo diante de uma melhora nas expectativas do mercado em relação à inflação para 2025 e os anos subsequentes.

Os dados mais recentes do Boletim Focus, divulgados na segunda-feira (3), mostram que a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025 caiu pela sexta semana consecutiva, estabelecendo-se em 4,55%.

Para 2026, a expectativa de inflação manteve-se em 4,20%, mas as projeções para os dois anos seguintes foram também reduzidas: 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028.

O Banco Central estabelece como meta uma inflação de 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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