Liquidação Extrajudicial de Distribuidoras de Títulos
O Banco Central (BC) anunciou na quinta-feira, dia 3, a liquidação extrajudicial da Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. e da Banvox Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Ambas as distribuidoras estavam sob o controle de Maurício Quadrado, que é ex-sócio do Banco Master.
Motivos da Liquidação
A decisão de decretação da liquidação extrajudicial baseou-se na constatação de graves violações às normas legais que regulam as atividades das instituições, conforme explicado pelo Banco Central. As distribuidoras operavam em São Paulo (SP).
Representatividade no Sistema Financeiro
Conforme informações fornecidas pela autoridade monetária, as distribuidoras de títulos fazem parte de um conglomerado prudencial classificado no segmento S4 da regulação prudencial. Elas têm uma representatividade considerada baixa no Sistema Financeiro Nacional.
Em julho de 2026, as instituições, em conjunto, representavam menos de 0,001% do ativo total ajustado do Sistema Financeiro Nacional e 0,76% do volume de administração de recursos de terceiros, afirmou o Banco Central.
Papel da Trustee DTVM
A Trustee DTVM atuava como a principal administradora dos fundos do Master Asset Management, que é o braço de gestão de recursos do grupo Banco Master. Maurício Quadrado teve um papel significativo ao ser presidente do Banco Master de Investimento.
Contato com Maurício Quadrado
A CNN Brasil tentou entrar em contato com Maurício Quadrado, Trustee DTVM e Banvox, mas não recebeu respostas até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para eventuais declarações.
Operação Carbono Oculto
Em 2025, a Trustee DTVM foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação tinha como foco à distribuidora, sob suspeita de participação na aquisição e ocultação de bens, supostamente para beneficiar um grupo criminoso.
Declarações da Trustee DTVM
Após a realização da operação, a Trustee DTVM comunicou que havia renunciado à administração de todos os fundos que estavam sob suspeita, antes mesmo de os eventos da operação acontecerem. Essa decisão foi tomada devido a desconformidades nas atualizações cadastrais que haviam sido identificadas meses antes.
Operação e Lavagem de Dinheiro
Os integrantes do grupo criminoso investigado na Operação Carbono Oculto utilizavam fintechs e fundos de investimento como meios para ocultar patrimônio e realizar lavagem de dinheiro. De acordo com informações da Receita Federal, essa organização criminosa gerenciava cerca de 40 fundos de investimento, cujo patrimônio total aproximava-se de R$ 30 bilhões.
Atualizações Futuros
Informações adicionais sobre o caso estão em atualização.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
