28ª Bienal do Livro de São Paulo: Um Sucesso de Público
A 28ª Bienal do Livro de São Paulo foi realizada de 4 a 13 de setembro de 2023, no Distrito Anhembi, e chegou ao fim neste domingo (13). De acordo com a organização, esta edição foi a maior da história do evento, atraindo cerca de 760 mil visitantes. Este número superou o recorde anterior de 722 mil pessoas, que foi registrado na Bienal de 2024. Em apenas cinco dias, os ingressos disponíveis para o evento foram totalmente esgotados.
Estrutura e Faturamento
A intensa movimentação durante os dez dias de programação foi evidente, com corredores lotados e filas em diversos estandes e ativações. Entre os dados divulgados pelos organizadores, a área total do evento foi de 87 mil m², dos quais 75 mil m² eram dedicados à área expositiva. Além disso, estiveram presentes 269 expositores e foram ofertados 3,65 milhões de livros. O faturamento médio dos expositores subiu 57% em relação à edição de 2024.
Público Jovem e Novas Tendências
O público jovem se destacou entre os visitantes, buscando obras de diversos autores que conquistaram popularidade nas redes sociais, como Lynn Painter e Ali Hazelwood. A demanda não se limitou a livros de menor extensão; títulos com mais de 500 páginas também foram bastante procurados.
Outra novidade na edição foi a presença dos chamados Book Charms, livros em formato de chaveiro, além da utilização de cashback nos ingressos em compras realizadas durante o evento. Apesar de alguns cancelamentos de última hora, como os da ministra do STF Carmen Lúcia e da biógrafa de Freddie Mercury, Lesley-Ann Jones, o andamento da Bienal não foi comprometido.
Episódios Notáveis
Um evento que chamou a atenção foi a aparição de um homem vestido com uma máscara do personagem Ghostface no estande da editora Fruto Proibido. Vídeos circulando nas redes sociais mostraram o homem realizando atos sugeridos com alguns visitantes. A editora afirmou que não contratou o homem e informou que ele estava presente de forma espontânea.
Desempenho Comercial das Editoras
Vários relatos acerca do desempenho comercial das editoras foram divulgados. A Companhia das Letras, por exemplo, registrou um crescimento de 67% no faturamento e 55% no volume de vendas em comparação com a Bienal anterior. Os resultados incluem os selos Bloom Brasil, Seguinte e Paralela. Luiz Schwarcz, fundador e CEO da editora, comentou que a edição foi marcada pela esperança, evidentemente associada à grande presença de jovens e ao entusiasmo pelo universo literário.
Raphael Montes teve oito obras entre os 15 títulos mais vendidos da Companhia das Letras, com “A Estranha na Cama” em primeiro lugar, seguido por “Jantar Secreto”. Outros livros de destaque incluíram “Binding 13”, de Chloe Walsh, e “Dias Perfeitos”, em edição especial.
No Grupo Harper Collins, que engloba selos como Pitaya, HarperKids, Thomas Nelson Brasil e Harlequin, o faturamento foi 2,5 vezes superior ao registrado em 2024. Entre os livros mais vendidos do grupo, destacaram-se “Dungeons & Drama”, de Kristy Boyce, e “Datas & Dragões”, também de Boyce.
Edições e Temáticas
A editora Rocco apostou em uma decoração inspirada em antigos cinemas de rua, resultando em um faturamento 121% maior que o registrado em 2025. Os dez títulos mais vendidos incluiram “Coração de Cristal Partido”, de Ariani Castelo, e “O Abismo de Celina”, de Ariani Castelo, além de outros sucessos.
A editora Intrínseca, por sua vez, teve um crescimento de 85% em relação à Bienal de 2024. As sessões de autógrafos de SenLinYu foram um destaque do evento. Gêneros como fantasia e comédias se destacaram, seguidos por suspense e terror. Lynn Painter ocupou seis posições entre os dez títulos mais vendidos.
Outras Editoras em Destaque
O Grupo Editorial Record reportou a venda de 170 mil livros até o último dia do evento, o que representou um aumento de 76% se comparado ao mesmo período da última Bienal de São Paulo. Entre os autores mais populares estavam Colleen Hoover e Sarah J. Maas. Livros como “Verity”, de Colleen Hoover, e “Quando”, de Carla Madeira, figuraram entre os mais vendidos.
As editoras Sextante e Arqueiro, que pertencem ao mesmo grupo editorial, tiveram um aumento de 82% nas vendas em relação à edição anterior da Bienal. O sucesso foi impulsionado por títulos de Ali Hazelwood, cujas obras se tornaram populares no TikTok.
O Grupo Autêntica/Editora Gutemberg alcançou uma arrecadação 84% maior em comparação à Bienal de 2024, destacando a presença de livros como “A Música da Minha Vida – Volume 1”, de Paula Pimenta.
A Buzz Editora também marcou presença com sessões de autógrafos e rodas de conversa, comunicando que suas vendas cresceram 360%. O selo Neon, voltado para o público jovem, foi um dos responsáveis por esse crescimento.
Contribuição Social
Além dos resultados comerciais, os organizadores da Bienal relataram que o evento contou com a participação de 800 autores, sendo que 91% deles eram brasileiros. Foram disponibilizados R$ 20 milhões em vales-livro, beneficiando 52 mil estudantes e 154 mil servidores da rede municipal, além de 2 mil servidores e colaboradores da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.
Fonte: timesbrasil.com.br
