Bitcoin (BTC) se valoriza no fechamento do mês; confira os preços das criptomoedas neste domingo (30).

Bitcoin (BTC): Desempenho no Mercado e Queda em Novembro

No último dia de novembro, o bitcoin (BTC) está sendo negociado a aproximadamente US$ 91 mil, apresentando um aumento de 1,10% nas operações realizadas na tarde deste domingo (30). O mercado global de criptomoedas demonstra um movimento ascendente, embora o mês tenha sido caracterizado pela aversão ao risco e por fatores macroeconômicos que influenciaram o comportamento dos preços no setor.

O Mês Difícil para o Bitcoin

O bitcoin se aproxima do fechamento de um mês complicado, pois começou novembro cotado perto de US$ 114 mil, mas registrou uma queda de aproximadamente 16% durante esse período. Essa retração coloca a criptomoeda perto de um suporte psicológico que oscila entre US$ 90 mil e US$ 92 mil.

Desempenho das Principais Criptomoedas

O desempenho das dez principais criptomoedas do mercado é o seguinte:

# Nome Preço 24h % 7d % YTD %
1 Bitcoin (BTC) US$ 91.305,67 +1,10% +5,26% -2,24%
2 Ethereum (ETH) US$ 3.035,57 +2,13% +8,59% -8,88%
3 Tether (USDT) US$ 1 -0,05% +0,05% +0,22%
4 XRP (XRP) US$ 2,19 -0,03% +7,27% +5,1%
5 BNB (BNB) US$ 895,21 +2,52% +5,88% +27,70%
6 Solana (SOL) US$ 138,15 +1,57% +4,85% -26,99%
7 USDC (USDC) US$ 1 -0,03% +0,03% 0,01%
8 TRON (TRX) US$ 0,2827 +0,64% +2,76% +11,21%
9 Dogecoin (DOGE) US$ 0,1498 +1,37% +3,17% -52,52%
10 Cardano (ADA) US$ 0,4243 +2,59% +3,53% -49,70%

Fonte: Coin Market Cap.

Cenário Macroeconômico Impacta o Bitcoin

A trajetória do bitcoin tem sido pressionada desde o término do denominado “Uptober”, um período tradicionalmente esperado para alta nas cotações, que encerrou com uma leve queda de 3%. Embora essa diminuição seja considerada pequena para os padrões do mercado de criptomoedas, impactou de forma significativa o sentimento otimista que predominava anteriormente.

A situação se complicou ainda mais com o shutdown do governo dos Estados Unidos, que resultou na suspensão da divulgação de dados econômicos relevantes, fazendo com que os investidores ficassem sem referências claras até meados de novembro. Essa paralisação impactou também as expectativas em relação a possíveis cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve, que é um fator importante para a valorização do bitcoin, que tende a apresentar melhor desempenho em ambientes de maior liquidez.

A combinação de falta de catalisadores positivos e um sentimento mais pessimista por parte dos investidores a respeito do futuro contribuiu para a redução do valor do BTC durante o mês de novembro. Um fator estrutural que também colaborou para a queda foi a saída de cerca de US$ 1 bilhão de ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos, que vinham apoiando a manutenção de preços mais altos, e que acabou pressionando a criptomoeda para baixo.

Segundo Sarah Uska, analista de criptoativos do Bitybank, “a combinação entre incertezas sobre a trajetória de juros nos Estados Unidos, correção nas big techs e preocupações com inflação levou a saídas relevantes dos ETFs à vista de Bitcoin, que acumularam mais de US$ 1 bilhão no período”.

Perspectivas para Dezembro

Apesar das pressões enfrentadas, Uska observa que alguns sinais técnicos indicam que parte da alavancagem já foi eliminada, com uma redução significativa das reservas de BTC nas exchanges e uma realocação desses ativos para carteiras próprias, o que costuma diminuir o potencial de venda imediata no mercado.

Para o mês de dezembro, a dinâmica do mercado permanecerá fortemente influenciada pelas decisões do Federal Reserve e pelos números econômicos que emergirem dos Estados Unidos. “Se o Fed sinalizar uma maior probabilidade de corte de juros, é provável que o mercado reaja positivamente, uma vez que um ambiente de política monetária mais branda tende a favorecer ativos de risco e a melhorar a liquidez global. Por outro lado, se a instituição mantiver as taxas e adotar uma comunicação neutra, o cenário poderá continuar volátil, com movimentos mais curtos e sensíveis aos dados de inflação e emprego”, acrescenta Uska.

Uma abordagem mais rigorosa, que demonstre preocupação com a continuidade da inflação e menos espaço para cortes, pode, por sua vez, fortalecer o dólar e causar uma pressão adicional sobre as criptomoedas, especialmente em um ambiente onde os fluxos institucionais ainda se encontram vulneráveis.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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