Capital Insights: B3 não é o mercado, ela opera para o mercado, diz presidente da nova Bolsa
Contexto
O presidente da Base Exchange, Claudio Pracownik, declara que ter a B3 como referência para avaliar o tamanho do mercado endereçável para novos entrantes não é um parâmetro adequado.
Avaliações na Investment Conference 2026
Gestores internacionais destacaram o Brasil como um dos melhores locais para investir em ações durante a Investment Conference 2026, que foi organizada pelo J.Safra. Entre os participantes, estavam Jeff García, do Capital Group, e Ola El-Shawarby, da VanEck, que identificaram oportunidades em setores como bancos, saúde e mineração, mesmo em meio às incertezas políticas e de juros. Samuel Vecht, da BlackRock, sugeriu diversificação e destacou o potencial do varejo. De acordo com El-Shawarby, uma redução nas taxas de juros pode ser um fator que impulsionará a bolsa brasileira.
Atrações do Mercado Brasileiro
A análise de gestores de grandes instituições financeiras, como BlackRock, Capital Group e VanEck, indica que a bolsa brasileira ainda oferece ações consideradas baratas e empresas de qualidade para investidores dispostos a procurar oportunidades de maneira individualizada. Eles ressaltam a importância de focar em setores como bancos, saúde, mineração, construção e varejo, evidenciando a queda dos juros como uma possível força adicional para o mercado.
Perspectivas e Opiniões dos Gestores
Durante a Investment Conference 2026, realizada no dia 23 de agosto, os gestores Jeff García, Samuel Vecht e Ola El-Shawarby defenderam uma criteriosa seleção de ações brasileiras, mesmo diante de riscos associados ao cenário político e ao crédito.
Jeff García apontou o Brasil como um dos melhores mercados para a seleção de ações, com foco na análise individual das empresas. Ele salienta que existem companhias que estão sendo negociadas a preços atraentes.
“Se os investidores se ativerem a bons modelos de negócio, independentemente de quem está no governo, o resultado será bom”, afirmou Jeff García, sócio do Capital Group.
García também identificou os setores de bancos, saúde e construção como áreas a serem observadas, além de ressaltar as oportunidades no segmento de mineração, que se beneficia do aumento da demanda por energia e de setores ligados à infraestrutura e à inteligência artificial.
Oportunidades Potenciais
El-Shawarby considera que a queda das taxas de juros pode ser um gatilho positivo para a bolsa brasileira. Ele comentou: “Olhando para o Brasil, as ações são muito baratas. A trajetória [dos juros] deve cair, e o espaço é amplo, independentemente do ruído político.” Segundo ele, esse movimento criará oportunidades para as ações em um país que possui recursos de energia, um grande mercado consumidor e potencial na agricultura. A gestora também destaca o Brasil e a Índia como países com características favoráveis para investimentos, superando outros mercados, exceto Taiwan e Coreia.
Características do Mercado Brasileiro
De acordo com El-Shawarby, o mercado brasileiro oferece não apenas amplitude e profundidade, mas também liquidez. “A qualidade da gestão das empresas é muito elevada, pois elas precisam navegar em ambientes bastante desafiadores”, observou.
O gestor reforçou a busca por empresas que geram retornos sustentáveis e que oferecem retorno de capital com vantagens que são difíceis de replicar, afirmando que “essas empresas existem aqui e são mais baratas do que em outros lugares.”
Setores de Interesse e Estrategias de Investimento
Entre os setores que El-Shawarby destacou, estão o financeiro, saúde, além de metais e mineração na América Latina como principais alternativas para investimento. Ele reafirmou a preferência por instituições financeiras, apesar das preocupações em relação ao risco de alguns bancos e ao ciclo de crédito, que está se deteriorando. Entretanto, existem instituições que podem ser compradas e mantidas.
Segundo El-Shawarby, o setor de saúde apresenta empresas com capacidade de aumentar resultados e retornos de maneira consistente ao longo do tempo. “Devem ignorar o ruído político e não tentar aproveitar oportunidades de curto prazo”, recomendou.
O gestor ainda reforçou que a avaliação não deve ser apenas do que é bom na América Latina, mas sim se uma ação específica pode oferecer algo que não está na carteira atual. Ele alega que adicionar mais bancos não é atraente para os clientes, já que a carteira já contém essas instituições.
El-Shawarby defende uma “diversificação deliberada” e menciona o sector do varejo como uma opção. “Existem oportunidades no varejo, que se encontra muito barato”, afirmou.
O gestor também se referiu ao segmento das instituições financeiras, mas expressou cautela quanto ao cenário de crédito. “O consumidor está bastante alavancado, e a questão é onde estamos no ciclo. É muito fácil emprestar dinheiro nos mercados emergentes, difícil é recuperá-lo. É um fenômeno global, não apenas brasileiro”, concluiu.
Considerações Finais
Com informações da Broadcast
Fonte: www.estadao.com.br
