Bolsa brasileira apresenta oportunidades com alta do petróleo, segundo UBS

Bolsa brasileira apresenta oportunidades com alta do petróleo, segundo UBS

by Editoria Bolsa e Mercado
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Manchete: UBS mantém visão favorável sobre a Bolsa brasileira

O UBS sustenta uma perspectiva positiva em relação à Bolsa brasileira, mesmo diante da expectativa de que as taxas de juros permaneçam elevadas por um período prolongado. De acordo com a análise do banco, as ações no país estão apresentando um desconto significativo, e acredita-se que o Brasil pode ter um desempenho superior em comparação a outros mercados emergentes em um cenário de aumento nos preços do petróleo.

Análise do Impacto dos Juros

Na visão do UBS, a elevação das taxas de juros nos Estados Unidos ainda se configura como um desafio para as bolsas de mercados emergentes. Contudo, o impacto dessa alta é considerado menor em comparação a períodos passados. Os analistas ressaltam que há espaço para que os mercados se ajustem a taxas de juros mais altas, desde que o crescimento econômico se mantenha robusto.

Uma das justificativas para essa análise reside na relação entre o retorno esperado das ações e os juros oferecidos pelos títulos de dívida. Nos mercados emergentes, essa diferença voltou a níveis que são condizentes com as médias históricas, enquanto essa relação nos Estados Unidos está mais estreita.

Os analistas Sunil Tirumalai, Karen Hizon e Kruti Shah complementam que, enquanto o crescimento permanecer saudável, o impacto negativo da alta dos juros deve ser gerenciável.

Cenário Macroeconômico

O relatório também aborda como a combinação de juros em alta por um período prolongado, uma postura mais rígida do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA) e a apreciação dos preços do petróleo reavivam incertezas em relação ao desempenho das ações, especialmente em mercados emergentes. O UBS observa que os rendimentos reais dos títulos do Tesouro dos EUA com prazo de 10 anos permanecem em máximas de várias décadas. Adicionalmente, o aperto monetário do Fed e o potencial aumento no preço do petróleo têm pressionado as discussões sobre o desempenho das bolsas.

Ao examinar os ciclos de aperto do Fed nos últimos 30 anos, a UBS conclui que os mercados emergentes geralmente ficam atrás do mercado americano antes do primeiro aumento das taxas de juros. No entanto, após alguns meses, o desempenho relativo tende a melhorar, com possibilidade de superação. Historicamente, entre os mercados emergentes, setores relacionados a commodities têm mostrado um desempenho satisfatório após o início das altas de juros, enquanto o setor de tecnologia frequentemente apresenta desempenhos inferiores.

Influência da Renda Fixa e Expectativas de Inflação

Os analistas do UBS destacam que o canal de transmissão mais significativo para as ações nos mercados emergentes vem do mercado de renda fixa, especialmente em relação às taxas de juros de 10 anos. O relatório aponta que, na última duas décadas, as expectativas de inflação nos EUA tinham um impacto significativo sobre os retornos das ações emergentes, enquanto os juros reais apresentavam uma influência menor.

Com a nova dinâmica estabelecida no período pós-Covid, essa situação se alterou: os juros reais passaram a ter uma maior relevância no desempenho das ações nos emergentes, embora essa influência esteja diminuindo gradativamente. Não se pretende insinuar que a alta dos juros é irrelevante; em vez disso, é reconhecido que ela representa um obstáculo menor em comparação ao passado, devido a mudanças na composição das ações emergentes e na base de investidores. Nesse contexto, a UBS enfatiza que as taxas locais estão se tornando cada vez mais significativas.

Setores com Desempenho Variável

O relatório do UBS também observa que, em termos gerais, o setor de tecnologia tende a ter um desempenho inferior em períodos de aumento nos rendimentos. Contudo, se considera a perspectiva da equipe de estratégia de ações europeias do banco, que sugere que parte do aumento nos juros reais pode ser atribuído ao crescimento econômico, com a tecnologia e inteligência artificial sendo identificadas como motores desse crescimento. O UBS prevê um aumento mais acelerado da lucratividade por ação (EPS) e uma perspectiva de crescimento mais robusta para os mercados emergentes em comparação aos Estados Unidos nos próximos dois anos.

Apesar dos riscos associados a taxas de juros mais altas, o UBS expressa sua preferência pelo setor de tecnologia e pela Bolsa da Coreia entre as opções de mercados emergentes. A instituição observa que as expectativas de crescimento e geração de caixa dessas empresas ainda não estão completamente refletidas nos preços de suas ações.

Recomendação para Investidores

Neste ambiente de incerteza, o UBS recomenda que os investidores priorizem empresas que sejam mais rentáveis, que distribuam bons dividendos e que tenham níveis mais baixos de endividamento. Companhias que apresentam altas taxas de endividamento ou que estão sendo negociadas a preços elevados em relação a seus lucros podem enfrentar dificuldades maiores diante de um cenário com juros altos.

Impacto do Petróleo nos Mercados

Sobre o preço do petróleo, os analistas do UBS destacam que pode haver divergências significativas dentro dos mercados emergentes. O banco observa que a situação no Estreito de Ormuz se manteve fraca por sete meses a partir de março, e que a redução nos estoques globais pode resultar em preços do petróleo permanecendo elevados por um maior período. Historicamente, o mercado costuma distinguir entre países produtores – como Brasil e Arábia Saudita – e países consumidores – como Filipinas e Índia. Segundo a UBS, essa lógica tende a se repetir.

O UBS menciona métodos de filtragem de ações (“stock screens”) que tendem a reagir positivamente a aumentos no preço do petróleo, abrangendo setores de energia e empresas envolvidas na transição energética, assim como outros grupos que normalmente sofrem impactos negativos, como mineradoras, consumo e tecnologia.

Performance do Brasil e Comparação com Outros Mercados

Entre os mercados analisados, o UBS conclui que o Brasil, em geral, demonstra um bom desempenho neste contexto e está apresentando um desconto significativo. Em contraste, a Índia é classificada como underweight e, segundo as observações do banco, tende a ficar atrás, apresentando um prêmio acima do esperado.

Conteúdo

Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.

Fonte: www.estadao.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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