Reação de Guilherme Boulos à Dissidência do PSOL
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, manifestou sua posição nesta sexta-feira (20) em resposta a uma nota divulgada por um grupo dissidente da Revolução Solidária, da qual ele faz parte dentro do PSOL. A nota indicava que Boulos estaria se preparando para deixar sua atual sigla e filiar-se ao PT. Em sua declaração, Boulos considerou que o grupo havia se "apequenado" e descreveu a carta como “apócrifa”, revelando um “oportunismo e desespero”.
Declaração do Ministro
Boulos expressou sua insatisfação através de uma nota enviada ao Estadão/Broadcast, um sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Ele disse: “O Movimento Revolução Solidária está discutindo internamente seus rumos políticos. Lamentamos que uma parte do PSOL tenha decidido se apequenar ao divulgar uma carta apócrifa, o que revela oportunismo e desespero”.
Informações sobre o PSOL
Fontes internas do PSOL informaram ao Estadão/Broadcast que Boulos já teria comunicado a aliados a sua intenção de se filiar ao PT. Se essa mudança se concretizar, ele levaria consigo diversos filiados que integram a tendência de Boulos e que também fazem parte do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).
Negação por Parte de Aliados
Por outro lado, aliados de Boulos refutaram as informações sobre uma possível mudança de partido. Eles alegaram que as notícias sobre a saída do ministro eram falsas, originadas de uma facção do PSOL. Além disso, desafiaram aqueles que afirmam que Boulos pretende deixar o partido a revelar que ouviram essa informação diretamente dele.
Nota Circular entre Filiaidos
Circula nos grupos do PSOL uma nota que, embora assinada por integrantes da Revolução Solidária, não apresenta nomes de filiados. Essa nota, distribuída por pessoas insatisfeitas com a gestão do ministro, afirma que Boulos teria comunicado sua saída do PSOL na noite da última quinta-feira, 19. O texto informa, “Ontem (quinta-feira, 19) de noite, finalmente, a Coordenação Nacional da Revolução Solidária foi informada da decisão de Guilherme Boulos, do MTST e, portanto, do núcleo dirigente da Revolução Solidária, de sair do PSOL para o PT”.
Pressão sobre Parlamentares e Pré-Candidatos
Conforme mencionado por esse grupo dissidente, alguns parlamentares e pré-candidatos do PSOL estariam sendo “pressionados” a acompanhar Boulos em sua saída da legenda. A nota finaliza solicitando apoio aos militantes do PSOL que permanecem ligados à Revolução Solidária, para que se separassem da corrente, ficassem no PSOL e trabalhassem na reorganização do partido durante a crise atual.
Histórico de Boulos no PSOL
Guilherme Boulos filia-se ao PSOL desde 2018 e assumiu a Secretaria-Geral da Presidência em outubro de 2025, sucedendo Márcio Macêdo (PT). Sua entrada no ministério não foi aprovada por várias alas internas do partido, refletindo um certo desconforto em relação à sua posição.
Decisão sobre Federação com o PT
No dia 7 de março, o diretório nacional do PSOL rejeitou a proposta de estabelecer uma federação com o PT visando as eleições de 2026, obtendo 47 votos contra 15 a favor. A Revolução Solidária, liderada por Boulos, foi a principal defensora dessa aliança. Ao fim, o partido decidiu renovar a federação com a Rede Sustentabilidade, indicando uma clara divisão interna e um ambiente conturbado entre as correntes do PSOL.
Fonte: www.moneytimes.com.br


