Brasil capta US$ 4,5 bilhões em emissão de títulos públicos no mercado internacional

Emissão de Títulos Públicos

O Tesouro Nacional anunciou, nesta segunda-feira, dia 9, a captação de US$ 4,5 bilhões por meio de sua primeira emissão de títulos públicos no mercado internacional em 2023. Os papéis vendidos têm vencimentos programados para os anos de 2036 e 2056.

Detalhes da Operação

Os títulos com prazo de 10 anos atingiram um volume de US$ 3,5 bilhões, um recorde histórico para as emissões do Tesouro nesse prazo. Além disso, a reabertura do título Global 2056 somou US$ 1 bilhão.

A taxa de retorno para os investidores foi de 6,40% ao ano na emissão de 10 anos e de 7,30% ao ano na reabertura do Global 2056, conforme informado pelo Tesouro em comunicado.

Demanda e Participação Geográfica

Segundo o Tesouro, a demanda superou em aproximadamente 2,7 vezes o volume emitido, registrando um pico de US$ 12 bilhões no livro de ordens. Aproximadamente 90% da alocação dos títulos teve origem na Europa e na América do Norte.

Confiança na Dívida Soberana

“Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira, refletindo a percepção favorável do mercado internacional quanto à credibilidade do país”, declarou o Tesouro.

Objetivos do Tesouro

Ao anunciar a operação, o Tesouro Nacional ressaltou que o objetivo era dar liquidez à curva de juros soberana em dólar no mercado externo, criando uma referência para o setor privado e antecipando o financiamento de vencimentos em moeda estrangeira.

Liderança da Operação

A operação foi coordenada pelos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo.

Emissões Anteriores

A última emissão de títulos pelo Tesouro no mercado internacional aconteceu em novembro do ano passado, quando foram captados US$ 2,25 bilhões com papéis com vencimento em 2033, além de uma reabertura de um título de 10 anos com vencimento em 2035.

Planos Futuros

Em janeiro, o Tesouro Nacional informou que planeja uma ampliação gradual da atuação do Brasil nos mercados internacionais, prevendo emissões mais frequentes, inclusive em euros e iuanes. Os planos do governo também incluem que a participação de títulos cambiais no estoque da dívida pública atinja 7% a longo prazo. Em 2025, esse indicador estava em 3,8%.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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