Brasil é convidado por Trump a integrar bloco comercial de minerais essenciais.

Convite para Integração em Bloco Comercial

O Brasil foi convidado pelo governo dos Estados Unidos para fazer parte de um novo bloco comercial, cujo objetivo é estabelecer parcerias no setor de minerais críticos. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (4) pelo vice-presidente americano, JD Vance.

Confirmação do Convite

A informação foi confirmada ao canal CNN Money pelo Departamento de Estado dos EUA. Além do Brasil, outros 54 países que participaram das reuniões nesta quarta-feira também receberam convite para se integrar a esta iniciativa.

Participação Brasileira

Representantes da embaixada brasileira em Washington participaram dos encontros, que ocorreram no Departamento de Estado, onde os convites foram oficialmente apresentados. O vice-presidente JD Vance expressou satisfação com a adesão de vários países, enquanto incentivou aqueles que ainda não se juntaram ao plano a concluir seus acordos rapidamente.

Acordos Firmados

Horas após esses encontros, o México, a União Europeia e o Japão firmaram, em formatos distintos, acordos com os Estados Unidos na área de minerais críticos. O principal objetivo do grupo formado é reorganizar a cadeia produtiva global de minerais críticos, a qual, atualmente, apresenta uma forte concentração na China.

Domínio Chinês no Setor

A China é a principal protagonista dessa cadeia, controlando desde a mineração até o refino e a fabricação de produtos de maior valor agregado. Essa concentração tem sido alvo de críticas constantes por parte de governos e empresas ocidentais. Mineradoras ocidentais alegam que a China influencia o mercado global de terras raras e outros minerais críticos por meio de subsídios, expansão coordenada da oferta e práticas de “precificação predatória”.

Impactos no Mercado Global

Esse modelo de mercado, segundo as empresas, resulta em ciclos de excesso de produto e quedas abruptas de preços, o que dificulta a viabilidade econômica de projetos em outros países fora do território chinês. A Agência Internacional de Energia (IEA) classificou essa concentração como um risco geopolítico severo, alertando que o domínio chinês permite a Pequim influenciar preços, controlar o acesso de países concorrentes e determinar o ritmo de avanços em tecnologias estratégicas, como semicondutores, veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

Estratégia do Governo Norte-Americano

A principal estratégia do governo dos Estados Unidos em estruturar este novo grupo visa reduzir os riscos associados a essa concentração. Entre as propostas discutidas está a criação de mecanismos de referência e de pisos de preços para determinados minerais críticos.

Objetivos das Medidas Propostas

A medida proposta busca garantir previsibilidade aos investimentos, reduzir os riscos de mercado e evitar que projetos se tornem inviáveis em face de distorções globais de preços. A ideia em análise prevê a implementação de instrumentos que possam mitigar quedas abruptas, assegurando um nível mínimo de remuneração aos empreendimentos.

Comparações com Outros Acordos

Essa lógica é semelhante à adotada em acordos recentemente firmados entre países ocidentais, nos quais o foco não é a fixação artificial de preços, mas a oferta de previsibilidade suficiente para viabilizar investimentos de longo prazo. Um exemplo frequentemente citado por autoridades é o acordo de minerais críticos entre os Estados Unidos e a Austrália, que introduziu estruturas baseadas em padrões e contratos de longa duração, incluindo mecanismos de pisos de preços.

Proteção de Mercados Domésticos

Os objetivos declarados desses arranjos incluem a proteção dos mercados domésticos contra políticas consideradas “anti-mercado”, a redução da vulnerabilidade a choques de oferta e a limitação da exposição à manipulação de preços.

Avaliação do Convite pelo Governo Brasileiro

Apesar do convite recebido, membros do governo brasileiro estão avaliando, de forma preliminar, que a proposta ainda precisa ser analisada com cautela. Segundo fontes consultadas pela CNN Money, há preocupações dentro do governo federal sobre possíveis condicionantes comerciais, riscos de exclusividade e possíveis impactos sobre a autonomia da política comercial brasileira, além da necessidade de compatibilizar o convite com outros acordos e parcerias estratégicas em andamento.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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