BrasilAgro (AGRO3) registra lucro de R$ 2,5 milhões no 2T26; confira a opinião dos analistas.

Resultados Financeiros da BrasilAgro

A BrasilAgro (AGRO3) divulgou um lucro líquido de R$ 2,5 milhões no segundo trimestre do ano-safra de 2025/26 (2T26), conforme publicação realizada nesta quinta-feira (5). Com esse resultado, a empresa conseguiu reverter o prejuízo que havia sido registrado no mesmo período do ano anterior.

Desempenho Operacional

Entretanto, o desempenho operacional da companhia se destacou negativamente durante o período, mesmo com a melhora no resultado final. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado chegou a R$ 6,995 milhões no trimestre, o que representa um recuo de 77% em comparação ao ano passado.

Às 15h16, as ações da AGRO3 apresentavam uma leve alta de 0,50%, sendo negociadas a R$ 20,16.

Impactos do Clima e Resultados do Setor

De acordo com a BrasilAgro, o desempenho insatisfatório da cana-de-açúcar foi afetado por eventos climáticos adversos em diversas regiões. A quantidade de cana faturada caiu 52% no trimestre, totalizando 167,4 mil toneladas, resultando em um declínio de 56% na receita, que ficou em R$ 28,1 milhões.

Por outro lado, o setor de grãos atuou favoravelmente, contribuindo para minimizar a pressão sobre os resultados. As receitas trimestrais provenientes da soja apresentaram um aumento de 33%, alcançando R$ 61,1 milhões. Além disso, culturas como o milho e o algodão também mostraram resultados positivos para a BrasilAgro.

Opinião dos Analistas

Análise da Genial Investimentos

A Genial Investimentos analisou que o trimestre foi marcado por um desempenho operacional sazonalmente fraco da BrasilAgro, especialmente devido à forte redução nos volumes de cana-de-açúcar e à falta contínua de vendas de terras. O resultado, conforme mencionaram, foi apenas parcialmente compensado por uma demanda mais robusta para os grãos e pela sustentação da linha financeira.

Os analistas Igor Guedes e Luca Vello enfatizarem que a recente volatilidade nos resultados trimestrais deve ser vista principalmente sob uma perspectiva sazonal e contábil, e não como um indicativo de deterioração das operações subjacentes. Em sua avaliação, a dinâmica de custos permanece favorável à companhia, uma vez que uma parte significativa dos insumos foi adquirida antes das recentes elevações de preços, ajudando a manter margens estruturalmente melhores, especialmente para os grãos, sem novas pressões de custo previstas nos próximos trimestres.

Análise da XP Investimentos

A XP Investimentos, por sua vez, considerou o resultado da BrasilAgro como fraco, com destaque para o desempenho da safra de cana-de-açúcar que deixou um "gosto amargo". A corretora ressaltou também a dificuldade das bases comparáveis, resultantes da esperada ausência de vendas de fazendas durante o período.

Em relação às expectativas climáticas, os analistas Leonardo Alencar, Pedro Fonseca e Samuel Isaak afirmaram que a situação havia melhorado recentemente, e as boas chuvas em janeiro criaram uma perspectiva favorável para fevereiro. No entanto, eles alertaram que, para a segunda safra de milho, a atenção deve ser voltada para as chuvas de março e abril, embora, até o momento, não existissem sinais alarmantes.

Análise do BTG Pactual

O BTG Pactual destacou as previsões revisadas do guidance da BrasilAgro para a safra 2025/26, identificando que as expectativas estão mais fracas do que o esperado. O milho se destacou positivamente, com uma produtividade que aumentou em 1,4% em relação ao guidance anterior, e, com uma área plantada levemente maior, a produção total elevou-se em 2%.

Por outro lado, o BTG também observou que tanto a soja quanto o algodão apresentaram revisões negativas de produtividade e área, o que implica em quedas esperadas de produção de 3% e 22%, respectivamente. Apesar disso, os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla consideraram as expectativas para a cana-de-açúcar como bastante positivas.

Recomendações dos Analistas

Tanto o BTG quanto a Genial mantiveram suas recomendações de compra para a ação AGRO3, com ambos os grupos indicando um preço-alvo de R$ 25.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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