Braskem (BRKM5) dispara 20% após JP Morgan projetar alta de 63%; descubra os detalhes.

Braskem (BRKM5) dispara 20% após JP Morgan projetar alta de 63%; descubra os detalhes.

by Ricardo Almeida
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Recomendação do JP Morgan para Braskem

O JP Morgan revisou sua recomendação sobre as ações da Braskem (BRKM5), elevando-a de neutra para compra. Além disso, o preço-alvo para os papéis foi ajustado de R$ 10,50 para R$ 15, o que representa um potencial de valorização de 63% em relação ao fechamento anterior.

Como resultado dessa nova avaliação, as ações da Braskem experimentaram uma elevação de até 20,65%, alcançando o valor de R$ 11,10. Esse movimento representa o maior salto percentual diário desde novembro de 2023, colocando os papéis entre as principais altas da B3 e do Ibovespa.

De acordo com o JP Morgan, essa elevação das ações da Braskem reflete uma melhora nos fundamentos de mercado, a oferta mais restrita e o fortalecimento da governança da empresa, que ocorreu após uma reestruturação significativa.

“A Braskem está posicionada para um 2026 mais forte. Isso se deve ao fato de que os desafios globais de mercado e as restrições logísticas no Oriente Médio aumentaram a pressão sobre a oferta petroquímica, contribuindo para a melhora das margens”, destaca a análise do banco.

Por volta das 11h38 (horário de Brasília), as ações BRKM5 estavam em alta de 18,80%, cotadas a R$ 10,93, enquanto o Ibovespa apresentava uma queda de 0,93%, alcançando 180.218,06 pontos.

Desafios na Cadeia Petroquímica

A analista do JP Morgan, Milene Clifford Carvalho, aponta que a normalização ao longo da cadeia petroquímica deve levar alguns meses. Isso se deve a interrupções contínuas em plantas industriais, além de prazos logísticos mais longos.

Oferta Global e seu Impacto

Segundo a análise do JP Morgan, as condições desafiadoras no mercado global, juntamente com as restrições logísticas no Oriente Médio, resultaram em uma pressão sobre a oferta petroquímica. Isso gerou uma melhora nas taxas de utilização e na rentabilidade operacional das empresas do setor.

A região do Oriente Médio responde por aproximadamente 15% da capacidade global de produção de polietileno e etileno, sendo que 9% está localizada no Estreito de Ormuz. A redução da competitividade e as restrições de embarque provocadas pelo conflito entre Estados Unidos e Irã agravaram ainda mais essa pressão sobre a oferta.

“Em vista dessas circunstâncias, atualizamos nossas estimativas para a Braskem, levando em consideração spreads mais elevados, o que deve proporcionar resultados financeiros significativamente mais fortes ao compararmos com os níveis anteriores ao conflito. Vale ressaltar, no entanto, que estoques de segurança, assim como o excesso de capacidade da indústria, auxiliaram a mitigar alguns dos impactos observados no primeiro trimestre de 2026”, detalha o JP Morgan.

Benefícios de Incentivos Fiscais

O JP Morgan indica que a Braskem poderá se beneficiar dos avanços recentes nas políticas de apoio à indústria química no Brasil. Essas políticas visam melhorar a competitividade dos produtores locais frente a uma oferta global reduzida e à pressão das importações.

Entre os fatores que beneficiam a petroquímica no âmbito fiscal, o banco destaca:

  • O Programa de Investimento de Regime Especial da Indústria Química (REIQ), que é voltado a apoiar projetos de expansão da capacidade;
  • A Lei Complementar nº 228, que elevou o benefício do REIQ de 0,73% para 5,8%;
  • A Lei nº 15.294/25, que instituiu o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química, válido de janeiro de 2027 até dezembro de 2031.

Avanços na Governança Corporativa

O JP Morgan ainda considera que a transação com a IG4 representa uma modificação significativa na governança da Braskem. Esta mudança substituiu a estrutura anterior, que era liderada pela Novonor, por um modelo de co-governança que envolve tanto a IG4 quanto a Petrobras.

O novo acordo de acionistas estabelece um conselho equilibrado, composto por 11 membros, dos quais três são independentes. Além disso, garante uma representação igualitária entre IG4 e Petrobras. O JP Morgan ressalta que as nomeações para a diretoria executiva e todas as decisões importantes do conselho e dos acionistas deverão ser tomadas em consenso, o que assegura uma supervisão conjunta e um alinhamento estratégico adequado entre as partes.

“Essa nova estrutura representa uma mudança clara em relação ao modelo anterior, que era dominado pela participação majoritária da Novonor, resultando em maior controle do conselho e influência limitada por parte da Petrobras”, conclui a análise do banco.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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