Brava Energia (BRAV3) divulga alteração no conselho de administração

Brava Energia (BRAV3) divulga alteração no conselho de administração

by Editoria Bolsa e Mercado
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A Renúncia no Conselho da Brava Energia

A Brava Energia (BRAV3) divulgou nesta sexta-feira, dia 28 de outubro, a renúncia de Julián Fernando Lemos Valero ao cargo de membro efetivo do Conselho de Administração da empresa.

Segundo informações prestadas pela companhia, a saída do executivo está relacionada a mudanças administrativas em curso na Ecopetrol, a companhia colombiana que assumiu o controle da Brava Energia em agosto deste ano.

No comunicado enviado ao mercado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Brava Energia expressou seus agradecimentos ao Sr. Julián e desejou sucesso em sua carreira profissional futura.

A renúncia de Julián acontece cerca de dez dias após a realização de uma reestruturação no alto escalão da empresa, onde foram feitas várias outras mudanças nos cargos de liderança.

No último dia 19 de outubro, a Brava Energia já havia anunciado a renúncia de Mateus Tessler, Ricardo de Queiroz Galvão e Henrique de Queiroz Galvão. Com essas saídas, foram eleitos para ocupar essas posições Catalina Velázquez Gil, Camilo Alfonso Barco e Julián Lemos Valero, que agora está deixando a companhia.

Com a saída de Julián, o colegiado do Conselho de Administração é composto por Alexandre Marcelo Marques Cruz, Richard Kehrer Kovacs, Harley Lorentz Scardoelli, André Marcelo da Silva Prado, Carlos Alberto Pereira de Oliveira, Catalina Velázquez Gil e Camilo Alfonso Barco.

Próximos Passos da Ecopetrol

Na última terça-feira, dia 25 de outubro, a Ecopetrol promoveu uma teleconferência com investidores e analistas. Essa foi a primeira conversa após a companhia colombiana ter assumido o controle da Brava Energia, e na ocasião foram apresentados os próximos passos em relação à empresa brasileira.

Analistas que acompanhavam os desdobramentos relataram que a Ecopetrol apresentou um plano focado na criação de valor para a Brava Energia. As metas estabelecidas para o curto prazo, até o final de 2026, estão orientadas para o fortalecimento da estrutura de governança da empresa, sem, no entanto, mencionar planos concretos de mudanças. A empresa afirmou estar avaliando possibilidades nessa questão.

O plano inicial visa integrar a Brava ao ciclo de planejamento e reporte da Ecopetrol, levando em consideração os acionistas minoritários, que detêm 49% de participação na empresa, ao mesmo tempo em que se busca alinhar os negócios e as decisões sobre alocação de capital.

A Ecopetrol também está analisando a possibilidade de fusões com seus ativos já existentes no Brasil, buscando sinergias, embora ainda não tenha tomado nenhuma decisão definitiva a esse respeito.

Importante ressaltar que a administração da Ecopetrol reafirmou que a opção de fechar o capital da Brava Energia não está em consideração no momento. A gestão da empresa mostrou-se ‘confortável’ com a estrutura atual que permite a continuação da Brava Energia como uma companhia listada no Brasil.

Em avaliações realizadas por analistas, os comentários emitidos pela administração da Ecopetrol foram considerados relativamente preliminares. As informações sobre o plano estratégico para a Brava ainda eram vagas, com uma ênfase inicial na integração e na continuidade das operações.

De acordo com o BTG Pactual, a governança da Brava Energia permanece como uma “importante incerteza” a ser resolvida.

Em relação aos detalhes sobre a governança, os analistas Daniel Guardiola, Álvaro Leyva e Juan Sanchez, do BTG Pactual, afirmaram: “A falta de clareza em relação a futuras mudanças na administração, à possível integração com os ativos existentes da Ecopetrol no Brasil, às prioridades sobre a alocação de capital e até mesmo à metodologia contábil de consolidação significam que vários elementos essenciais do plano de criação de valor ainda são indefinidos.”

CONSENSO DE QUE O PESSOAL DO BofA MANTÉM PERSPECTIVA CAUTELOSA

Da mesma forma, os analistas do Bank of America (BofA) avaliaram que a reunião ofereceu “poucos detalhes adicionais” sobre a aquisição da Brava pela Ecopetrol.

Os analistas Leonardo Marcondes, Caio Ribeiro e Nicolas Barros destacaram que a visibilidade sobre alocação de capital e sobre a composição do Conselho de Administração da Brava permanece limitada. A própria Ecopetrol parece estar desenvolvendo uma compreensão mais profunda da Brava, o que pode levar um tempo considerável para se concretizar.

Recentemente, a agência de classificação de risco Fitch decidiu elevar as notas de crédito em moedas estrangeiras e em moeda local da Brava Energia. As notas passaram de “BB-” para “BB”, e a nota nacional teve uma atualização de “AA-(bra)” para “AA+(bra)”, mantendo uma perspectiva estável.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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