BRB pode precisar reservar mais de R$ 5 bilhões após a liquidação do Banco Master, afirma Banco Central.

Impacto no Banco de Brasília Após Depoimento do Diretor do Banco Central

Depoimento de diretor do Banco Central à Polícia Federal indica impacto relevante no balanço do Banco de Brasília, elevando riscos financeiros e acendendo alerta para investidores da bolsa de valores brasileira.

O Banco de Brasília S.A. (BOV:BSLI3) ganhou destaque no mercado financeiro após declarações do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino. Ele apontou que a instituição pode precisar provisionar mais de R$ 5 bilhões em seu balanço para cobrir perdas relacionadas a operações realizadas com o Banco Master, que passou por liquidação extrajudicial em novembro.

Necessidade de Provisões Aumenta Pressão Financeira

A possível necessidade de reforço nas provisões aumenta a pressão sobre os resultados financeiros do BRB e levanta questionamentos sobre sua capacidade de investimento, governança e exposição a riscos. Este assunto ganha relevância ainda maior uma vez que o Banco Central já havia rejeitado, em setembro, a tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, devido a incertezas em relação à solidez financeira da operação.

Segundo Aquino, o valor inicialmente solicitado pelo Banco Central, que era de aproximadamente R$ 2,6 bilhões, pode ser insuficiente. De acordo com seu depoimento à Polícia Federal, novas avaliações indicam a necessidade de um provisionamento adicional de cerca de R$ 2,2 bilhões, elevando o impacto total para algo superior a R$ 5 bilhões.

Avaliação da Provisão

O diretor destacou que a "dimensão da provisão dentro do balanço do BRB será de elevada monta", enfatizando que a probabilidade maior é de que o ajuste supere os R$ 5 bilhões. O depoimento foi dado no contexto de um inquérito conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga potenciais fraudes bilionárias envolvendo transações entre o BRB e o Banco Master.

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso no dia em que a liquidação extrajudicial foi decretada, mas atualmente responde em liberdade, sob medidas cautelares. A defesa de Vorcaro alegou que os ativos negociados com o BRB foram devidamente substituídos, auditados e registrados em conformidade com as normas contábeis vigentes, sob a supervisão do próprio Banco Central. Os advogados afirmaram que a aquisição ocorreu dentro de parâmetros técnicos regulares.

Reação do Mercado

Até o momento da publicação deste artigo, tanto o Banco Central quanto o BRB não haviam se manifestado oficialmente sobre o conteúdo do depoimento.

Durante o pregão desta quinta-feira (29/01), as ações do Banco de Brasília (BOV:BSLI3) apresentavam queda de 0,17%, sendo cotadas a R$ 5,72, aproximando-se da mínima do dia, que era de R$ 5,70. O papel iniciou a sessão a R$ 5,73 e alcançou a máxima de R$ 5,89, refletindo a cautela dos investidores diante do possível impacto no balanço e nos lucros futuros da instituição.

Contexto do Banco de Brasília

O Banco de Brasília S.A. (BRB) é um banco controlado pelo Governo do Distrito Federal, oferecendo uma gama de serviços financeiros, como crédito, serviços bancários, financiamento imobiliário, além de soluções financeiras para pessoas físicas, empresas e o setor público. O banco enfrenta concorrência de instituições como Banco do Brasil (BOV:BBAS3), Caixa Econômica Federal e bancos privados de médio porte.

Com potenciais reflexos significativos sobre lucro, patrimônio e indicadores financeiros, o caso permanece como um dos principais pontos de atenção para aqueles que acompanham ações do setor bancário na bolsa de valores brasileira.

Fonte: br.-.com

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