Desempenho Financeiro da BRK Ambiental
A BRK Ambiental, que protocolou sua abertura de capital na bolsa em dezembro, concluiu o quarto trimestre de 2025 com um aumento significativo no prejuízo, que saltou de R$ 2 milhões para R$ 24 milhões, o que representa um crescimento de 1.100%. Essa informação foi divulgada em um documento enviado ao mercado nesta sexta-feira, 30 de setembro.
Motivos do Prejuízo
De acordo com a empresa, o resultado negativo foi impulsionado pelo aumento das despesas. Mesmo diante desse cenário, o CEO Alexandre Thiollier afirma que o ano representa o início de uma “nova fase para a BRK”. No total, o prejuízo acumulado em 2025 alcançou R$ 108 milhões, uma queda significativa em relação ao lucro de R$ 7 milhões registrado em 2024.
Crescimento da Receita
Em contrapartida, a receita da companhia de saneamento subiu 10%, atingindo R$ 1 bilhão, em decorrência de um aumento de 5,3% na tarifa média. O Ebitda, que é um indicador de resultado operacional, chegou a R$ 555 milhões, com uma alta de 14,8%. A margem do Ebitda Ajustado foi de 55,2%, apresentando uma elevação de 2,3 pontos percentuais.
O CEO ressaltou que a empresa obteve recordes em receita, arrecadação, Ebitda e margens operacionais, fruto de uma forte disciplina de custos e eficiência operacional.
Resultados Financeiros e Dívidas
A BRK terminou o ano de 2025 com um resultado financeiro negativo que aumentou em 26,7%, totalizando R$ 1,34 bilhão. Esse crescimento do resultado negativo foi influenciado por novas dívidas e pelo aumento nos indexadores.
A dívida bruta consolidada da BRK no final de dezembro somou R$ 14,24 bilhões, sendo que 32% dessa dívida está concentrada na holding e 68% nas sociedades de propósito específico (SPEs) criadas pela empresa para gerir diferentes concessões de água e esgoto em todo o país.
A alavancagem financeira da BRK encerrou o último ano em 6 vezes, uma ligeira redução em relação ao índice de 6,4 vezes registrado no final de 2024.
Possível Abertura de Capital
A empresa de saneamento está prestes a romper um longo período sem IPOs no Brasil, uma vez que o PicPay (código de negociação: PICS) realizou sua abertura de capital na Nasdaq. A BRK será a primeira a listar suas ações desde setembro de 2021, quando a Vittia (código: VITT3) ingressou na bolsa brasileira.
Desde então, várias empresas manifestaram interesse em abrir capital — incluindo a própria BRK —, mas a elevação da taxa básica de juros tornou inviável essa possibilidade até o momento.
De acordo com informações do Valor Econômico, a empresa pode levantar aproximadamente R$ 2,5 bilhões com a oferta pública. O documento enviado ao mercado indica que a oferta será primária e, possivelmente, secundária.
“Protocolamos junto à CVM um pedido de registro de oferta pública primária de ações ordinárias da companhia, o que representa um importante passo em nossa estratégia para diversificar as fontes de financiamento e explorar oportunidades de crescimento orgânico e inorgânico”, afirmou o CEO em comunicado oficial.
Histórico da Empresa
A BRK foi fundada em 2008 a partir do spin-off dos ativos do segmento ambiental da Organização Odebrecht. Atualmente, a empresa já conta com a infraestrutura necessária para operar como uma companhia de capital aberto, incluindo a divulgação de resultados trimestrais e um site dedicado a Relações com Investidores.
Atuação no Setor
O setor de saneamento é considerado um dos mais seguros e resilientes do mercado, e a BRK oferece serviços de água e esgoto, atuando em mais de 100 municípios brasileiros. Estão entre os estados onde a empresa está presente: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Goiás, Tocantins, Pernambuco, Sergipe, Maranhão e Pará.
Atualmente, a BRK se classifica como a segunda maior empresa privada de saneamento no Brasil, empregando cerca de 6.000 funcionários ao fim de 2023.
Fonte: www.moneytimes.com.br