BTG (BPAC11) encerra 2025 com um trimestre robusto; a ação ainda possui potencial?

Desempenho do BTG Pactual

O BTG Pactual (BPAC11) apresentou resultados que, apesar de estarem em linha com as expectativas, não deixam de ser notáveis. O banco alcançou um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 27,6%, conforme análises feitas pelo JPMorgan.

Abertura do Mercado

No início das negociações, as ações do BTG registraram uma queda de 2,24%, cotadas a R$ 58,95.

Sustentação do ROE

Desde o segundo trimestre, a instituição conseguiu superar a barreira dos 22%. Naquela época, especialistas questionavam se o banco conseguiria manter esse patamar elevado. Contudo, as expectativas atuais indicam que esse nível é sustentável.

Resultados Anuais

O banco reporta um ROE anual de 26,9%, o que representa o melhor desempenho da história da companhia. A administração se mostrou confiante na capacidade de manter um ROE sustentado acima de 25%, conforme afirmam os analistas.

Análise das Receitas

De acordo com o JPMorgan, embora os resultados não tenham sido tão surpreendentes quanto nos segundo e terceiro trimestres, as receitas do último trimestre foram robustas. Cerca de 60% das linhas de receita superaram as estimativas iniciais.

Destaques do Trimestre

  • Gestão de ativos: Superou em 17,5% as expectativas, com um crescimento anual de 30%.
  • Sales and trading: Ficou 8% acima da estimativa, com um avanço de 30%.
  • Banco de investimento (IB): Apresentou um crescimento de 6,5% em relação ao esperado, resultando em um aumento de 36%.
  • Juros e outras receitas: Ficaram aproximadamente 5% acima das projeções realizadas pelo JPMorgan.

A composição restante das receitas, que inclui principalmente serviços de wealth management e crédito corporativo, permaneceu em sua maioria alinhada com as expectativas. O banco destacou, ainda assim, a forte captação líquida em wealth, que atingiu R$ 46 bilhões no trimestre, superando os cerca de R$ 30 bilhões observados em períodos anteriores.

Dinâmica de Diversificação

A diversificação nas fontes de receita é um dos principais ativos do BTG. Quando uma linha de negócios apresenta um desempenho inferior, outras áreas geralmente conseguem compensar essa perda, demonstrando a resiliência do banco.

Quarto Trimestre e Oportunidades

O banco Safra mencionou que essa dinâmica de diversificação voltou a se mostrar eficaz no quarto trimestre, com a redução nas receitas de investment banking e participações sendo compensada por áreas distintas. Além disso, o BTG destacou a sólida entrega de indicadores de desempenho, com forte captação orgânica líquida tanto em wealth quanto em asset management, além de um crescimento saudável da carteira de crédito.

Avaliação das Ações do BTG Pactual

A discussão atual gira em torno da avaliação das ações do BTG. Neste ano, as ações já valorizam 15%, enquanto nos últimos 12 meses, a alta supera 91%.

Expectativas do Mercado

Apesar de ter apresentados um trimestre considerável, especialistas do JPMorgan acreditam que a reação do mercado será mais contida, já que os resultados já estavam alinhados a expectativas previamente altas.

Projeções Futuras

O JPMorgan, com base em uma estimativa de lucro líquido de R$ 19,4 bilhões em 2026, superior ao consenso do mercado, calcula que as ações do BTG estão sendo negociadas a cerca de 12 vezes o P/L (preço sobre lucro) e 3,3 vezes o P/VP (preço sobre valor patrimonial).

Recomendações

Embora o crescimento e a execução justifiquem prêmios de avaliação, o JPMorgan vê um potencial limitado de alta e sugere uma recomendação neutra. Por outro lado, o Safra acredita que os resultados respaldam a sustentabilidade de níveis elevados de rentabilidade até 2026, reafirmando sua projeção ajustada de lucro líquido de R$ 20 bilhões, com a recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 70, o que indica um potencial de valorização de 16%.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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