Notificação de ato de concentração pelo Cade
O Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu, nesta quarta-feira, realizar a notificação de ato de concentração relacionado às aquisições de participação na Oncoclínicas (ONCO3). A análise concluiu que as transações haviam sido concluídas antes da aprovação do órgão responsável pela defesa da concorrência.
O Cade, em comunicado à imprensa, informou que essa determinação foi baseada na análise da aquisição de ações da Oncoclínicas pelos fundos de investimento Quíron e Tessália.
De acordo com as informações do Cade, os fundos obtiveram 11,97% do capital social da Oncoclínicas por meio de uma subscrição privada de ações. Considerando aquisições anteriores, a participação do grupo chegou a 20,18% das ações da Oncoclínicas.
A relatora do caso, conselheira Camila Cabral Pires Alves, argumentou que a operação se enquadra na hipótese de notificação obrigatória, que se aplica quando a aquisição de participação societária confere ao investidor 20% ou mais do capital social de uma empresa que não seja concorrente nem esteja verticalmente relacionada.
Com a decisão, os demais conselheiros do Tribunal do Cade concordaram por unanimidade em determinar a notificação do ato de concentração ao órgão, com prazo de 30 dias para cumprimento, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
Oncoclínicas sob pressão financeira
A Oncoclínicas enfrenta uma significativa pressão financeira e convocou assembleias gerais de debenturistas de diferentes emissões para discutir a possibilidade de um waiver relacionado a um eventual descumprimento do índice de alavancagem, que é um indicador de endividamento da empresa.
Nesta quarta-feira, a empresa confirmou que está considerando solicitar uma medida cautelar na Justiça em relação à cobrança de credores.
Segundo a companhia, essa ação visa garantir proteção contra cobranças dos credores, considerando a possibilidade de não cumprimento dos índices financeiros (Dívida Líquida/Ebitda) referentes ao exercício social de 2025, conforme estipulado nas escrituras de emissão de debêntures e outros instrumentos de dívida.
Ações em baixa
As ações da companhia registraram uma queda de 17% nesta quarta-feira, acumulando uma desvalorização total de 50% ao longo do ano, com o preço de cada ação em R$ 1,31.
No dia anterior, a agência de classificação de riscos Fitch Ratings rebaixou o rating nacional de longo prazo da Oncoclínicas, bem como de suas 9ª e 12ª emissões de debêntures quirografárias, de ‘C(bra)’ para ‘RD(bra)’, indicando um nível de pré-calote.
Ao mesmo tempo, a Fitch manteve o rating nacional de longo prazo ‘C(bra)’ da 11ª emissão de debêntures quirografárias.
*Com Reuters
Fonte: www.moneytimes.com.br

