Captura de Maduro pode impulsionar títulos da Venezuela e da PDVSA em até 10 pontos, segundo JPMorgan.

Captura de Nicolás Maduro e Impacto na Dívida Internacional da Venezuela

A detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos pode resultar em um aumento de até 10 pontos na dívida internacional da Venezuela, conforme estimativas de analistas do JP Morgan, divulgadas na última segunda-feira (5).

Maduro foi capturado durante uma operação militar dos EUA em Caracas, o que gerou um cenário de incerteza no país. Os títulos emitidos pelo governo da Venezuela e pela estatal petrolífera, Petróleos de Venezuela (PDVSA), destacaram-se como alguns dos ativos com melhor performance global em 2025, quase dobrando de preço a partir do retorno de Donald Trump à Casa Branca em janeiro do ano anterior.

Dados da MarketAxess indicam que alguns títulos soberanos da Venezuela encerraram a sessão de negociações na sexta-feira (2) entre 28 e 32 centavos por dólar. Segundo os analistas do JP Morgan, “os títulos da Venezuela e da PDVSA praticamente dobraram de preço ao longo de 2025, mas ainda devem registrar um forte salto — de até 10 pontos — no início da sessão desta segunda-feira”.

Perspectivas para a Produção de Petróleo

Analistas do setor afirmam que a produção de petróleo bruto na Venezuela deve aumentar ao longo do tempo, o que é esperado para elevar a oferta global e pressionar os preços do petróleo no longo prazo. O ex-presidente Trump havia declarado que assumiria o controle dos recursos do país produtor de petróleo e que o embargo dos EUA sobre todo o petróleo venezuelano continuava rigorosamente em vigor.

A Venezuela, que é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), detém cerca de 17% das reservas globais de petróleo, somando 303 bilhões de barris, o que a coloca à frente da Arábia Saudita, a líder do cartel, conforme informações do Energy Institute, com sede em Londres.

Nos anos 1970, a Venezuela produzia até 3,5 milhões de barris por dia (bpd) de petróleo, correspondendo a mais de 7% da produção global. Entretanto, a produção caiu para menos de 2 milhões de bpd na década de 2010, tendo uma média de cerca de 1,1 milhão de bpd no ano passado, representando apenas 1% da produção global.

Analistas do JPMorgan, liderados por Natasha Kaneva, afirmaram que, com uma transição política, a Venezuela poderia elevar sua produção de petróleo para entre 1,3 e 1,4 milhão de bpd em até dois anos, potencialmente alcançando 2,5 milhões de bpd na próxima década, em comparação a cerca de 800 mil bpd atualmente.

A nota destacou que “essas dinâmicas atualmente não estão refletidas na parte mais longa da curva de futuros do petróleo”.

Projeções e Riscos na Produção de Petróleo

Analistas do Goldman Sachs, sob a liderança de Daan Struyven, afirmaram que qualquer recuperação significativa da produção de petróleo na Venezuela deve ser gradual e exigir investimentos substanciais. Os analistas estimaram um impacto negativo de US$ 4 por barril nos preços do petróleo até 2030, em um cenário onde a produção venezuelana de petróleo bruto aumente para 2 milhões de bpd.

No curto prazo, as perspectivas para a produção de petróleo da Venezuela em 2023 são incertas e dependem da evolução da política de sanções dos Estados Unidos, conforme afirmaram os analistas do Goldman.

Os analistas concluíram que “vemos riscos ambíguos, porém modestos, para os preços do petróleo no curto prazo vindos da Venezuela, dependendo de como a política de sanções dos EUA evolui”.

As previsões da Goldman para os preços do petróleo até 2026 permaneceram inalteradas. O Brent deverá ter uma média de US$ 56 por barril, enquanto o West Texas Intermediate deve atingir US$ 52 por barril, com a produção de petróleo da Venezuela em 2026 permanecendo estável em 900 mil barris por dia.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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