Queda nos Ações de Montadoras Europeias
As ações de algumas das maiores montadoras europeias tiveram uma queda acentuada na manhã de segunda-feira, após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a imposição de tarifas em vários países europeus relacionadas à Groenlândia.
Queda no Índice Europeu
O índice Stoxx Automobiles and Parts da Europa apresentou uma queda de 2% por volta das 8h41, horário de Londres (3h41 horário de Brasília).
Montadoras Atingidas
As montadoras alemãs Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz Group estavam sendo negociadas com perdas que variavam de 2,6% a 4,4% durante as transações iniciais. Já as ações da Ferrari, listadas em Milão, caíram cerca de 2%. As ações da Stellantis, que possui marcas conhecidas como Jeep, Dodge, Fiat, Chrysler e Peugeot, apresentaram uma queda de 2,1%.
Anúncio de Tarifas por Trump
Esses movimentos de mercado ocorreram logo após Trump anunciar, no sábado, a intenção de impor tarifas de 10% sobre o Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia, com início previsto para 1º de fevereiro. Essa decisão faz parte de sua estratégia para tentar integrar a Groenlândia, um território autônomo dinamarquês, aos Estados Unidos. O presidente também informou que a tarifa aumentará para 25% a partir de 1º de junho.
Reuniões de Emergência na Europa
Em resposta a esses desenvolvimentos, líderes políticos europeus devem se reunir em breve para discutir possíveis reações.
Vulnerabilidade do Setor Automotivo
O setor automotivo é amplamente considerado como extremamente vulnerável a tarifas, especialmente devido à alta globalização das cadeias de suprimentos e à forte dependência das operações de fabricação na América do Norte.
Opinião do Mercado
Rob Brewis, diretor e gerente de investimentos da Aubrey Capital Management, comentou sobre a situação em uma entrevista ao programa "Europe Early Edition" da CNBC na segunda-feira. Ele destacou que, em sua perspectiva, as tarifas são uma ferramenta pouco eficaz, raramente trazendo resultados duradouros. "É uma economia global atualmente e as pessoas encontram maneiras de contornar essas restrições, mesmo quando não conseguem negociá-las," ele afirmou.
Brewis também lembrou que as tarifas geraram um grande impacto em abril do ano passado, mas que sua influência tende a diminuir com o tempo e o uso repetido.
Setores Mais Expostos
Questionado sobre quais setores europeus seriam mais vulneráveis às recentes ameaças tarifárias de Trump, Brewis mencionou especificamente a indústria automotiva. "Meu foco está mais em mercados emergentes, então passo menos tempo pensando sobre a Europa, mas é inegável que isso é prejudicial para setores como o automotivo, que já enfrenta grandes ameaças de concorrentes chineses," concluiu.
Fonte: www.cnbc.com