Carteiras de ações sugeridas para outubro do Itaú, Genial, Monte Bravo, Planner e Ágora enfatizam Petrobras.

Carteiras de ações sugeridas para outubro do Itaú, Genial, Monte Bravo, Planner e Ágora enfatizam Petrobras.

by Editoria Bolsa e Mercado
0 comentários

Cenário Atual do Mercado de Ações

Setembro encerrou com um crescimento de 5,03% do Ibovespa e a taxa Selic estabelecida em 13,75% ao ano. A atenção dos investidores agora se volta para o primeiro turno das eleições, programado para domingo, 4 de outubro. No cenário internacional, o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, aumentou suas taxas de juros para um intervalo entre 3,75% e 4% ao ano. Paralelamente, os preços do petróleo se aproximaram novamente da marca de US$ 100 por barril. As variáveis atuais exigem que quem está montando uma carteira de ações preste atenção na política fiscal, no custo do dinheiro e nos preços das commodities.

Estratégias das Casas de Análise

Nesse contexto, cinco casas de análise estão adotando abordagens diferentes para o mês de outubro. Itaú BBA, Genial, Monte Bravo e Planner fizeram alterações em suas seleções, alternando entre aumentar a exposição a ações de empresas domésticas mais sensíveis às flutuações de juros e garantindo proteção em dólar e commodities. A Ágora optou por manter sua lista Top 10 inalterada. A Petrobras (PETR4) se destacou, aparecendo nas carteiras do Itaú, Monte Bravo e Planner, além de estar presente na Ibovespa 5+ da Genial e entre as dez escolhas da Ágora.

Apesar das reduções na Selic, as taxas de juros de longo prazo no Brasil ainda reagem às incertezas envolvendo as contas públicas. Nos Estados Unidos, o aumento das taxas pelo Fed continua a impactar o mercado. Além disso, as tensões no Oriente Médio mantêm a cotação do petróleo como uma preocupação central para os investidores.

Mudanças nas Carteiras de Ações

Itaú BBA: Trocas na Top 5

O Itaú BBA decidiu substituir três dos ativos na sua lista Top 5 para o mês de outubro. Os papéis que deixaram a carteira foram BTG Pactual (BPAC11), Axia Energia (AXIA3) e Suzano (SUZB3). Em seus lugares, acabam de entrar XP Inc. (XPBR31), Sabesp (SBSP3) e Petrobras. As ações da Embraer (EMBJ3) e Eneva (ENEV3) permaneceram na seleção, com cada ativo representando 20% da carteira total.

De acordo com o Itaú BBA, a troca do BTG Pactual pela XP visa aumentar a exposição a uma possível recuperação do mercado de capitais. O banco ainda avalia positivamente os fundamentos do BTG, mas acredita que a XP oferece uma relação de risco e potencial de valorização mais atrativa.

Sabesp substituiu a Axia Energia, com o Itaú BBA reconhecendo o potencial de crescimento da companhia por meio de seu programa de investimentos e a ampliação da cobertura de água e esgoto. Mesmo com resultados mais fracos no segundo trimestre, o banco acredita que isso não compromete os fundamentos da empresa, atribuindo a pressão em resultados a fatores temporários e destacando a possibilidade de participação em novas concessões.

A Petrobras também entra na lista, substituindo a Suzano. O Itaú destaca o aumento da produção no pré-sal, as margens favoráveis no refino e uma geração de caixa robusta que suporta a distribuição de dividendos, além de acompanhar o crescimento das discussões sobre investimentos em áreas adjacentes.

Genial: Buscando Diversificação

A Genial também fez três alterações em sua lista Ibovespa 10+: saíram Petrobras, Eneva e LWSA (LWSA3), enquanto JHSF (JHSF3), Embraer e Mills (MILS3) foram adicionadas. Continuam na seleção os papéis de Fleury (FLRY3), Ultrapar (UGPA3), Gerdau (GGBR4), Méliuz (CASH3), BB Seguridade (BBSE3), Vibra Energia (VBBR3) e Caixa Seguridade (CXSE3).

Segundo a Genial, a nova composição busca reduzir a dependência de um único cenário econômico em relação a juros e câmbio. As ações de Embraer e Gerdau, por exemplo, apresentam receitas significativas no exterior, o que beneficia os resultados em reais em um contexto de desvalorização do real. Por outro lado, as empresas JHSF, Mills e Méliuz estão mais vinculadas à economia doméstica, podendo se beneficiar da redução nas taxas de juros.

A JHSF foi introduzida na carteira após reportar um lucro de R$ 445 milhões no segundo trimestre de 2026, em comparação aos R$ 246 milhões no mesmo período do ano anterior. Para a Embraer, a Genial destacou uma melhora substancial nos resultados, onde o lucro do segundo trimestre aumentou de R$ 397 milhões em 2025 para R$ 1,09 bilhão em 2026. A Mills, que realiza locação de máquinas e equipamentos, foi escolhida devido à sua exposição a investimentos em infraestrutura e ao seu nível de endividamento considerado baixo.

Na Ibovespa 5+, a Genial também fez ajustes, com Fleury e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) entrando nos lugares de BB Seguridade e Copasa (CSMG3). Ultrapar, Vibra e Petrobras continuam na lista.

Monte Bravo: Mudança nas Exposições

A Monte Bravo implementou uma estratégia de rotação entre ativos dolarizados e empresas voltadas ao mercado interno. A corretora reduziu a participação da Suzano de 7,5% para 5% e cortou pela metade sua posição no IVVB11, um ETF que acompanha o S&P 500 em reais, de 10% para 5%. A Copel (CPLE3) foi completamente retirada da seleção.

Por outro lado, foram acrescentadas Localiza (RENT3), Cyrela (CYRE3) e BTG Pactual, cada uma com 5%, além da Petrobras, que estreia com uma participação de 7,5%. Para equilibrar as mudanças sem aumentar a concentração da carteira, a Monte Bravo também diminuiu as posições em Direcional (DIRR3), Nubank (ROXO34) e Sabesp de 7,5% para 5%.

A nova carteira contempla uma maior proporção de empresas domésticas que podem ser impactadas pela curva de juros e pela percepção de risco associada ao Brasil. A Localiza, por exemplo, é bastante dependente do custo de financiamento de sua frota, enquanto Cyrela e Direcional têm sua performance atrelada ao mercado imobiliário. A inclusão do BTG Pactual traz uma estratégia com forte ligação ao mercado financeiro, enquanto a Petrobras agrega receitas de petróleo e de câmbio.

A Monte Bravo estrutura sua estratégia em três blocos: 60% da carteira em uma seleção que deve ser mantida por períodos mais longos, 20% em uma estratégia de curto prazo e 20% focados em oportunidades específicas identificadas pela equipe de análise.

Planner: Manutenção com Duas Substituições

A Planner, diferentemente da Monte Bravo, manteve sua estratégia de mudanças reduzidas. Após trocar seis das dez ações para setembro, a corretora fez apenas duas substituições em outubro, retirando Copasa e CPFL Energia (CPFE3) enquanto Petrobras e Sabesp foram adicionadas. O relatório indica que as expectativas para o mês estão profundamente ligadas ao resultado das eleições e às sinalizações que o próximo governo dará quanto a juros e crescimento para 2027.

A Planner determina o preço justo da Petrobras em R$ 55, ressaltando sua capacidade de geração de caixa, o pagamento de proventos e o lucro de R$ 52,4 bilhões reportado no segundo trimestre, beneficiado pela alta dos preços do petróleo, pelo volume de exportações e pela eficácia operacional. As projeções para o terceiro trimestre continuam a ser sustentadas pelo aumento da produção no pré-sal e pela cotação do Brent.

A Sabesp retorna à seleção com um preço justo estipulado em R$ 34. O foco está na redução de custos, eficiência e crescimento da base de ativos. No primeiro semestre, a companhia alcançou uma receita de R$ 20,2 bilhões, resultando em um aumento de 16% em relação ao ano anterior, embora o lucro tenha caído 11%, totalizando R$ 3,2 bilhões, em um cenário de aceleração de investimentos.

Os ativos Cogna (COGN3), Direcional, Itaú Unibanco (ITUB4), Lojas Renner (LREN3), Porto (PSSA3), Grupo SBF (SBFG3), Telefônica Brasil (VIVT3) e WEG (WEGE3) permanecem na carteira. Em setembro, a seleção da Planner avançou 1,31%, ficando abaixo da valorização de 5,03% do Ibovespa. No total acumulado de 2026, a carteira tem um retorno de 8,8%, em contrapartida aos 15,6% do índice.

Ágora: Estabilidade na Top 10

A Ágora adotou uma abordagem de manutenção na sua seleção de ações, decidindo não realizar quaisquer alterações na carteira Top 10 para outubro. As empresas que continuam na lista são Allos (ALOS3), Axia Energia, B3 (B3SA3), BTG Pactual, Copasa, Isa Energia (ISAE4), Petrobras, Sabesp, Vale (VALE3) e Vibra Energia.

A decisão de não fazer mudanças não implica que a carteira esteja centrada em apenas uma única estratégia. Os setores de saneamento e energia estão representados por Axia, Copasa, Isa e Sabesp. B3 e BTG Pactual continuam a oferecer exposição ao mercado financeiro e às atividades do mercado de capitais, enquanto Petrobras, Vale e Vibra mantêm uma presença significativa associada às commodities, energia e combustíveis.

Até 28 de setembro, a Top 10 apresentava uma valorização de 5,5% no mês, superando os 3,1% do Ibovespa no mesmo período. No acumulado de 2026, essa carteira também apresentou um desempenho melhor, com uma valorização de 17,1%, em contraste com os 13,6% do índice até a mesma data.

De acordo com o relatório da Ágora, a estratégia é fundamentada na combinação de empresas com balanços sólidos, capacidade de geração de caixa e distribuição de dividendos, além de incluir aquelas que podem se beneficiar de uma eventual redução gradual nas taxas de juros e exportadoras que ajudam a diversificar a exposição da carteira em relação ao cenário externo.

Fonte: www.estadao.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy