Cemig (CMIG4) recebe atualização de preço-alvo pelo Safra; confira a recomendação.

Desempenho da Cemig em 2025

Diferente da sua concorrente estatal, a Copasa (CSMG3), que obteve um crescimento superior a 100% em 2025, a Cemig (CMIG4) apresentou um desempenho medíocre ao longo do ano. A companhia enfrenta a falta de perspectivas de privatização, resultando em vários cortes nas recomendações feitas por analistas. Estes profissionais enxergam a empresa como tendo poucos catalisadores e com dividendos menores.

Visão do Banco Safra

Conforme avaliação do Banco Safra, o cenário ainda é de cautela. Os analistas reduziram o preço-alvo das ações de R$ 13,20 para R$ 12,50, indicando um potencial de valorização modesto de apenas 13% em 2026. Apesar dessa expectativa, os analistas vislumbram um futuro mais promissor para a companhia.

O banco acredita que a pressão negativa sobre a Cemig deverá persistir em 2026, considerando o atual balanço energético da empresa. Além disso, o volume de atividades na unidade de distribuição (DisCo) permanece moderado, limitando as oportunidades de crescimento nesse segmento.

No entanto, existem aspectos positivos para a companhia. Há a possibilidade de que Cemig consiga renovar algumas concessões da sua unidade de geração (GenCo). Esse aspecto é visto com cautela, dado que a conclusão das concessões pode incluir um reembolso de R$ 1,6 bilhão, o que representa um risco de alta.

“Além disso, acreditamos que a empresa deve continuar a focar em desinvestimentos de ativos não essenciais, assim como em iniciativas de eficiência que podem impactar de forma positiva o fluxo de caixa no futuro”, mencionaram os analistas.

Privatização da Cemig

Em uma entrevista concedida à Reuters, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, declarou que ainda mantém planos de privatização da empresa. No entanto, destacou que o tempo para realizar a venda da estatal é bastante limitado, especialmente com a sua saída do cargo prevista para abril de 2026.

O processo de privatização precisa ser aprovado pela assembleia legislativa do estado. “Não irei incluir a Cemig no meu plano de gestão, uma vez que estarei no cargo até 4 de abril. Espero que o vice-governador, Mateus Simões de Almeida, que assumirá, consiga conduzir esse processo adiante”, afirmou Zema.

Ele também mencionou que não haverá mais discussões sobre a Cemig até que o processo de privatização da Copasa esteja concluído. “O foco inicial é a Copasa. Contudo, gostaria que a Cemig também tivesse avanços”, finalizou o governador.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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