Ações da Cogna em alta no Ibovespa
As ações da Cogna (COGN3) continuam a mostrar um desempenho positivo e estão entre as maiores valorizações do Ibovespa (IBOV) na sexta-feira, dia 9, impulsionadas por uma perspectiva otimista de instituições financeiras em relação à empresa.
Desempenho no pregão
Por volta de 12h40 (horário de Brasília), as ações COGN3 apresentavam uma alta de 2,82%, cotadas a R$ 3,64. Durante a máxima do dia, os papéis chegaram a registrar um aumento de 5,37%, atingindo R$ 3,73, posicionando-se como os líderes na ponta positiva do índice nas primeiras horas de negociação.
Avalização das estimativas pelo UBS
No relatório divulgado nesta sexta-feira, o UBS BB revisou as estimativas para a empresa educacional, mantendo a recomendação neutra para as ações e estabelecendo um preço-alvo de R$ 4, o que representa um potencial de valorização de 13% em relação ao preço de fechamento da quinta-feira, dia 8.
Os analistas do banco consideram que a melhoria nos fundamentos da Cogna pode ajudar a sustentar os níveis atuais de valuation, mesmo após a alta de 240% em 2025, afirmando que isso “precifica de forma justa a relação risco-retorno da companhia”, de acordo com os analistas Andre Salles, Leonardo Olmos e Eduardo Resende.
“Com a COGN3 sendo negociada a cerca de 8x P/L, investidores mais otimistas poderiam argumentar que os níveis atuais de desconto em relação ao Ibovespa (27% de desconto) estão relativamente próximos aos observados antes do rali de 2025. Concordamos que essa análise pode oferecer espaço adicional para reprecificação”, acrescentaram os analistas.
Revisão do JP Morgan
Além do UBS, o JP Morgan também revisou suas estimativas para a empresa educacional nesta semana. Na última quarta-feira, dia 7, o banco elevou a recomendação de COGN3 de neutra para compra, com um preço-alvo de R$ 6,50 para dezembro deste ano. Os analistas destacaram a perspectiva de crescimento da receita para 2026.
Com as atualizações recentes, as ações da Cogna já valorizaram 16,3% ao longo da semana.
Crescimento da receita e lucro previsto para 2026
Na revisão de estimativas, os analistas do UBS observaram que a dinâmica do ticket está levemente mais positiva na Kroton e que o crescimento da receita não recorrente da Vasta está se acelerando, devido a novos contratos firmados com escolas bilíngues Start-Anglo. Essa situação deve refletir um aumento de 0,5% na receita líquida da Cogna em 2026 e 2027.
A equipe também projeta um lucro líquido de R$ 910 milhões para este ano, marcando um crescimento de 2% em relação ao ano anterior, e um lucro de R$ 1,1 bilhão em 2027, o que representa um aumento de 5% comparado ao ano anterior.
Esses resultados positivos devem ser impulsionados pelas melhorias operacionais mencionadas e pela total consolidação do negócio da Vasta, após a oferta pública de aquisição (OPA).
“Esses impactos positivos foram, em parte, compensados por um aumento nas despesas financeiras líquidas, em decorrência da redução da posição de caixa após a OPA”, afirmaram os analistas.
Além disso, os analistas acreditam que há espaço para uma melhora na conversão de caixa. Segundo cálculos do UBS, a Cogna pode elevar a conversão de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em fluxo de caixa operacional de 86% nos últimos 12 meses para 94%.
“Essa tendência deverá ser sustentada principalmente por melhorias nos recebíveis da Kroton, que estão seguindo o movimento observado em 2025, com o término gradual dos programas de financiamento estudantil próprios, e pelo recebimento de recursos provenientes de vendas B2G, especialmente no negócio Saber.”
Riscos a serem acompanhados
O UBS também levantou as incertezas relacionadas aos potenciais impactos das mudanças regulatórias sobre a base de alunos de Educação a Distância (EAD) da Cogna, considerando esses fatores como riscos que podem reverter a trajetória de valorização das ações da companhia.
“Esses fatores podem adiar a possibilidade de alta, uma vez que, em nossa avaliação, a empresa pode estar mais exposta a cursos de enfermagem e a cursos de licenciatura — os quais são fortemente afetados pelas alterações regulatórias”, enfatizaram os analistas.
Fonte: www.moneytimes.com.br