Recomendações do BTG Pactual
O BTG Pactual revisou suas previsões para a Allos (ALOS3) e confirmou a recomendação de compra para as ações da empresa, que agora é considerada a principal escolha do banco no segmento de shopping centers.
Preço-Alvo e Potencial de Valorização
No relatório, os analistas Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris estabeleceram um preço-alvo de R$ 39 para as ações, o que implica um potencial de valorização de aproximadamente 23% em relação ao preço atual de R$ 31,62.
Estratégia de Geração de Valor
De acordo com os analistas, a tese de investimento em Allos tornou-se mais atrativa após a empresa sinalizar uma mudança estratégica significativa, passando de um enfoque primário em crescimento para uma abordagem voltada à geração de valor, com ênfase no pagamento de dividendos mais altos.
“Embora alguns possam argumentar que os rendimentos não seriam sustentáveis, dado que os dividendos da companhia, estimados entre R$ 1,7 bilhão e R$ 1,8 bilhão para 2026, superam a geração de fluxo de caixa de aproximadamente R$ 1 bilhão no mesmo ano, acreditamos que são sustentáveis por, pelo menos, três anos”, afirmaram os analistas.
Essa projeção, segundo o BTG, considera a manutenção de um índice de alavancagem em torno de duas vezes a dívida líquida em relação ao EBITDA, sustentada por três fatores principais:
- Crescimento do fluxo de caixa livre entre 2027 e 2028, acompanhado pela redução de investimentos;
- Aumento do EBITDA à medida que os shoppings amadurecem e as despesas administrativas diminuem;
- Possibilidade de novas vendas de ativos.
Dividend Yield e Projeções Futuras
O banco prevê que o dividend yield da Allos irá girar em torno de 11% ao ano no período, considerando um pagamento mensal médio de R$ 0,29 por ação.
Além disso, ressalta que, com base nas projeções atuais, a ação poderá ser negociada a cerca de seis vezes o múltiplo P/FFO em três anos, caso a empresa mantenha a estratégia de distribuição de proventos e controle de investimentos.
“Acreditamos que a companhia oferece uma proposta de valor diferenciada para os acionistas, com um maior retorno em dividendos e menor necessidade de capex, sendo que o múltiplo de aproximadamente 10 vezes o P/FFO para 2026 se mostra atrativo”, comentaram os analistas.
Histórico em Fusões e Aquisições
O relatório também destaca que a Allos possui um histórico relevante de fusões e aquisições. A empresa, originalmente denominada Aliansce, se fundiu com a Sonae Sierra em 2019, resultando na formação da Aliansce Sonae.
No ano de 2022, a empresa consolidou uma nova operação significativa ao unir-se à BRMalls, dando origem à atual Allos.
Com essas movimentações, a companhia atingiu uma área bruta locável (ABL) de 2,2 milhões de metros quadrados, distribuídos em 53 shoppings.
De acordo com o BTG, a companhia finalizou esse ciclo com uma estrutura mais sólida, apresentando uma alavancagem de 1,7 vez a dívida líquida/EBITDA, em comparação com 2,1 vezes registrada no quarto trimestre de 2023.
Fonte: www.moneytimes.com.br